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ECONOMIA

Rio busca investimentos federais no Turismo

Presidente da Federação dos Conventions Bureau do Estado do Rio foi a Brasília atrás de recursos

20 junho 2020 - 16h57Por Redação

O turismo fluminense poderá receber em breve mais recursos federais para investimentos em infraestrutura, sinalização turística e eventos. A previsão foi feita pelo presidente da Federação dos Conventions Bureau do Estado do Rio (FCBRJ), Marco Navega, após encontros, em Brasília, com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, e com dirigentes da Embratur.

O ministro prometeu visitar o Rio, após a pandemia do novo coronavírus, para conhecer o projeto Bandeira Azul, na Praia do Peró, em Cabo Frio, e outros municípios a convite do Conselho de Desenvolvimento do Turismo da Costa do Sol (Condetur), que também é presidido por Navega. A Costa do Sol tem três cidades na categoria A do turismo: Cabo Frio, Búzios e Macaé.

Marco Navega disse que ficou confiante com as promessas do ministro com a nomeação, na última quarta-feira, de Lucas Fiúza para o cargo de secretário nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões (SNAIC), que passou a coordenar o Programa de Regionalização do Turismo.

-- Agora, as cidades turísticas têm um canal aberto para negociar investimentos. A SNAIC é fundamental, principalmente para o Estado do Rio porque o momento político provoca um distanciamento do governo federal. O ministro, mineiro da Zona da Mata, ficou curioso em conhecer o projeto Bandeira Azul e prometeu passar um fim de semana em Cabo Frio com a mulher e a filha – disse Navega, que fez o convite.

No encontro com o ministro, o presidente da FCBRJ pediu atenção especial para o Rio na liberação de recursos do Fundo Geral do Turismo (FUNGETUR), que irá socorrer as empresas do setor de turismo com R$ 5 bilhões através de empréstimos com carência e bom prazo para quitação.

-- Mostramos a necessidade urgente de o governo federal socorrer o Rio com parte destes recursos. A prioridade do ministério é o turismo regional. Nós temos sete municípios na categoria A do turismo nacional (Rio, Cabo Frio, Búzios, Macaé, Paraty, Angra dos Reis e Petrópolis), que corresponde a 12% das cidades brasileiras (54) no topo do turismo – justificou Navega.

Logo depois de tomar posse no novo órgão do Ministério do Turismo, Fiúza destacou a importância do Programa de Regionalização do Turismo (viagens entre destinos brasileiros) para construir um futuro sustentável pós-pandemia:

-- A nova estrutura do ministério foi pensada para gerar ainda mais resultados. Nossa meta é fortalecer a gestão descentralizada para ajudar na retomada do turismo – destacou Fiúza, que é turismólogo.

Na Embratur, Navega participou da criação do grupo de trabalho público-privado, com servidores da Embratur e dos Conventions Bureau de todo o país, que vai divulgar o Brasil para os brasileiros. Numa segunda etapa, o grupo vai trabalhar na divulgação dos destinos brasileiros para os turistas estrangeiros.

 

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