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Ricardo Rodrigues: 'Park Lagos investe em novidades'

Centro Comercial assinou 14 novos contratos apenas no primeiro trimestre

26 abril 2017 - 00h07Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Ricardo Rodrigues: 'Park Lagos investe em novidades'

O sorriso com que o superin­tendente do Shopping Park La­gos, Ricardo Rodrigues, recebe a reportagem ressalta o otimis­mo de quem tem boas notícias para dar. Em pleno momento de retração econômica, Ricardo comemora o fato do centro co­mercial ter assinado 14 novos contratos apenas no primeiro trimestre do ano. Destes, ele ressalta o vínculo firmado com a loja Caçula, especializada em artigos de artesanato e infor­mática, que será inaugurada no próximo dia 13 de maio. Com a chegada dos novos parceiros e a abertura de outros espaços para a família, o superintendente es­pera consolidar a posição do shopping no mercado.

Folha dos Lagos – Como ex­plicar o aumento do interesse pelo shopping num momento de pessimismo econômico no país?

Ricardo Rodrigues – Temos alguns fatores que têm um im­pacto positivo. É na crise que você consegue fazer os melhores negócios e tem o maior poder de negociação. Os investidores es­tão olhando com esses olhos. E tem o investimento que a gente fez aqui. Fizemos aqui uma Feira de Franquias, com 350 inscritos e quase 200 participantes. Isso fomentou muito o negócio den­tro do shopping e a gente está co­lhendo os resultados agora.

Folha – Como está o desem­penho do shopping neste ano?

Ricardo – Nesse primeiro trimestre, assinamos 14 novos contratos, entre eles, o da Caçu­la, que está chegando na região com uma loja de 1.800 metros quadrados. Ela vai ser geradora de 60 empregos diretos e terá um fluxo muito grande no shopping. Convido a todos para a inaugura­ção no próximo dia 13 de maio. No dia anterior, vai começar um evento de uma semana chamado Caçula Artes Manuais, que é um grande workshop de artesanato, com cursos que são ministrados pela Caçula, mas que aqui mu­dou de nome, por causa da parce­ria com a Prefeitura e o Sebrae, e passou a se chamar Cabo Frio Artes Manuais. Também no dia 13, o shopping vai inaugurar o espaço Park Kids, com 600 me­tros quadrados de área infantil, com operação de um ‘player’ local, a Casa da Árvore, que vai abrir sua terceira casa de festas. Nessa área a gente vai ter arvoris­mo e uma piscina de bolinhas de 200 metros quadrados. Será um espaço voltado para a família e para as crianças de toda a região.

Folha – Como manter o pú­blico fiel na baixa temporada?

Ricardo – É isso que a gen­te está fazendo, investindo em atrações e novidades. Este em­preendimento é único na região, então tudo o que acontecer de novidade e as marcas relevantes têm que acontecer aqui primeiro. É dessa maneira que a gente vem trabalhando: investindo muito na parte infantil e trazendo marcas de atração como a Caçula, que era desejada em toda a Região dos Lagos. A gente também tem projetos maiores em andamento, como a expansão do Cine Araú­jo. É com isso que a gente vai fazer o diferencial na baixa tem­porada. E isso já vem surtindo efeito. Tudo bem que a gente teve esses feriados prolongados, mas o meu fluxo de estacionamento em abril está 35% maior do que o ano passado. Março fechou 8% acima. Então o que a gente também vem entendendo agora, com o shopping completando três anos, é que ele é um centro polarizador da região, então mui­tas marcas que fecharam no Cen­tro ficaram abertas aqui porque você consegue abranger um pú­blico maior. Quem vai ao centro de Cabo Frio, geralmente é mo­rador de Cabo Frio, mas quem vem ao shopping é morador de Cabo Frio, São Pedro, de Arraial do Cabo, de Araruama, ou seja, das cidades do entorno. Então você consegue polarizar a atingir um número maior de clientes. A gente vem trabalhando para qua­lificar esse ‘mix’ e com muitos eventos, que a gente vai voltar a fazer esse ano.

Folha – Quais as novidades para os próximos meses?

Ricardo – Além das inaugu­rações que eu falei, a gente tem as campanhas do Dia das Mães e dos Namorados, que começa 26 de abril e vai até 12 de junho. Va­mos sortear um Hyundai HB20 e 36 relógios Chilli Beans. Um cupom será dado a cada R$ 200 em compras. De segunda a quar­ta, esse cupom é triplo e na loja da Chilli Beans, também. Então teremos quase dois meses de pro­moção casando essas duas datas.

Folha – Qual meta de ocupa­ção de lojas e em quanto tempo pretendem chegar nela?

Ricardo – O shopping conta hoje com 160 lojas e temos 104 contratos ativos. São 56 lojas va­gas. Pretendo chegar ao fim do ano com, no máximo, 25 lojas va­gas. Ou seja, em número de me­tro quadrado de ABL (área bruta locável) é bem baixo. A gente vai estar com menos de 10% de va­cância, que é um número muito bom para o cenário atual. Esse número é mais ou menos o que os shoppings trabalham, até para fazer a troca de operação.

Folha – Qual o perfil do con­sumidor do shopping?

Ricardo – A gente realizou uma pesquisa em setembro e ou­tra em janeiro para entender jus­tamente essa variação, por que a gente sabe que o público muda muito na alta temporada. É muito nítido que, durante o ano, 70% do nosso público é de Cabo Frio e de São Pedro da Aldeia e o restante das demais cidades que compõem a região, inclusive de Araruama e Saquarema. É um público muito voltado para família, de meia-ida­de para cima. Na alta temporada muda completamente o perfil: o público de Cabo Frio frequen­ta menos o shopping e tem mais gente de fora, tanto da cidade, como do Estado. Um público mi­neiro e argentino muito forte. O shopping atende a todas as clas­ses, até porque é único, mas ele é muito mais forte nos públicos B e C. Beliscando um pouco do públi­co A e do público D também.

Folha – Qual o grande dife­rencial do shopping?

Ricardo – Primeiro é que é um centro polarizador. Para o lojista isso é muito importante. Algu­mas lojas que tinham operação no Centro e no shopping, fecha­ram no Centro e permaneceram no shopping. Para o lojista e para o cliente tem o espaço climatiza­do, segurança e estacionamento, coisa que você não encontra no centro da cidade. Esse é que é o grande diferencial e por isso que os investidores estão vendo com muito bons olhos o shopping. Nosso fluxo vem crescendo em relação ao Centro, que é o nosso maior concorrente. A tendência é que com as novas operações e os novos serviços isso fique cada vez mais nítido.