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Renatinho Vianna

Renatinho Vianna: ‘Quem tem trabalhado sou eu, não meu pai’

Opositor do PMDB, Renatinho fala sobre desejo de ser prefeito e construir própria história

26 setembro 2016 - 19h19
Renatinho Vianna: ‘Quem tem trabalhado sou eu, não meu pai’

Apresentando-se como o principal opositor ao governo Andinho e ao PMDB cabista, Renatinho Vianna quer seguir os passos do pai e ser prefeito de Arraial do Cabo. Mas, segundo ele, a semelhança com o pai para por aí: “Meu pai já foi prefeito, teve erros e acertos, que me serão úteis, mas passou”, ele afirma.

Folha dos Lagos – Por que quer ser prefeito de Arraial?

Renatinho Vianna – Como cabista, advogado e vereador atuante (na oposição), sabemos das demandas da população e de nossa cidade. Sabemos do clamor popular por uma mudança, por verdadeira transformação. Me sinto totalmente preparado e com essa missão concedida pelo povo de minha amada cidade. O que pretendemos é realmente fazer a diferença e mostrar que Arraial tem jeito e nós daremos jeito.

Folha – No caso da Polícia Federal, você foi conduzido para esclarecer o fato de ter contado a um secretário sobre a operação que vazou. O que tem a dizer sobre isso?

Renatinho – Não é por aí. Fui conduzido como testemunha para prestar esclarecimento sobre minha ligação de amizade com o policial que está preso. Procedimento normal, em que esclareci que vivemos em cidade pequena, onde todos se conhecem, e que minha proximidade com a pessoa era normal. Ficou tudo esclarecido. Estou à disposição para colaborar quantas vezes forem necessárias para ajudar a desbaratar essa quadrilha que se instalou em nossa cidade, inclusive na administração pública municipal.

Folha – Muita gente acha que seu pai, ex-prefeito e que deixou funcionários sem receber no final do governo, é que vai dar as cartas. O que diz?

Renatinho – Esse artifício é muito usado pelos adversários, já que não têm nada que me atinja diretamente. Mas quem tem trabalhado na Câmara e sido implacável na defesa dos interesses de povo sou eu e não meu pai. Meu pai já foi prefeito, teve erros e acertos, que me serão úteis, mas passou. Tenho personalidade, sou advogado e vereador atuante, sei das demandas de nossa gente.

Folha – Você tem pessoas  do governo Alair Corrêa (que é seu padrinho político) na sua equipe de campanha. Teremos pessoas de Cabo Frio, que fizeram parte do governo Alair,  no seu governo em Arraial?

Renatinho – Não temos pessoas do governo Alair em nossa campanha e não teremos em nosso governo. Arraial tem pessoas competentes para ocupar todos os cargos, não tendo necessidade de ir buscar fora.

Folha – Planos para o turismo. Quais são?

Renatinho – Além da necessidade de qualificar o turismo, precisamos dar opção ao turista, já que eles têm vindo à nossa cidade, passeado de barco, ido na praia e depois ido embora. Precisamos que o turista permaneça em Arraial, gaste seu dinheiro aqui, gerando emprego e renda. O principal nós já temos, mas ainda temos muito o que conquistar.

Folha – Mobilidade urbana é um problema na cidade que tem apenas uma via de acesso. Como resolver isso?

Renatinho – Além da necessidade de um novo acesso, a cidade precisa de uma grande área para estacionamento nas imediações da entrada, sinalização, ciclovias e ciclofaixas. Para isso deve ser feito um estudo técnico e que seja colocado em prática, diferente do que ocorreu nesta atual gestão, onde nada saiu do papel.

Folha – Planos para a Saúde?

Renatinho – Queremos tratar a Saúde como prioridade total, transformando-a em referência como um dia já foi. Precisamos humanizar o atendimento, evitando, por exemplo, que muitas pessoas fiquem submetidas a enfrentar filas enormes na madrugada em busca de marcação de consulta. Se na sede do município a Saúde está ruim, nos distritos está pior ainda. Nos distritos colocaremos atendimento 24h e com ambulâncias à disposição para transporte e remoção. Vamos implantar a Unidade de Pacientes Graves para acabar com o sofrimento de pessoas que precisam de transferência para UTIs.

Folha – E a Educação?

Renatinho – Com a nossa equipe técnica e comprometida em dar uma Educação de qualidade, valorizaremos os profissionais, daremos condições de trabalho, elevaremos o IDEB (que hoje se encontra com o absurdo índice de 3,4, sendo um dos piores do Brasil e do estado), criaremos a Casa do Educador (para a busca da formação continuada dos profissionais), o núcleo de formação em Turismo e faremos um trabalho de qualificação profissional de jovens e adultos, de forma também continuada. Além de tudo, ainda implantaremos a educação em tempo integral, escolhendo inicialmente uma unidade escolar para ser o modelo.

Folha – A cultura popular de Arraial é muito forte. O projeto Pescando Talentos se destaca por formar jovens em diversos ramos culturais. Pretende dar continuidade ao projeto? Quais seus planos para a cultura?

Renatinho – O Pescando Talentos, além de mantido, será ampliado e serão dados aos profissionais melhores condições de trabalho. Vamos desvincular a Cultura da Educação, criando a Fundação Municipal de Cultura e o Fundo Municipal de Cultura, para que seja possível estabelecer parcerias para a área.

Folha – Quais seus projetos para a pesca  na cidade?

Renatinho – Sempre tivemos uma preocupação especial com a pesca desde o nosso mandato de vereador. Com muito orgulho, cito a lei municipal de minha autoria, que transforma a pesca artesanal  de Arraial do Cabo em Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial. Essa lei é um instrumento importante para a classe, que obriga o Poder Público a proteger a pesca artesanal, mantendo suas tradições e seus saberes. Atualmente, a Fipac (Fundação Instituto de Pesca de Arraial do Cabo) não faz absolutamente nada em benefício da classe, preocupando-se apenas em arrecadar, e nada é revertido em favor dos pescadores, e o que é mais absurdo: sequer existe uma estatística pesqueira, o que levam aos órgãos competentes a “acharem” que em Arraial não existe pescado. Uma medida que colocaremos em prática é obrigar que na merenda escolar tenha o pescado de Arraial, que deverá ser adquirido obrigatoriamente das cooperativas de pescado da cidade.