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APESAR DA CRISE

Região dos Lagos recupera vagas de trabalho formal perdidas ao longo da pandemia

Saldo entre contratações e demissões ultrapassa a marca de oito mil; desempenho dos municípios, contudo, é desigual

18 abril 2021 - 09h00Por Rodrigo Branco

Se o cenário econômico na Região dos Lagos, como em todo o Brasil, é de incerteza em função da pandemia da Covid-19, ao menos nas estatísticas, o mercado de trabalho se reaqueceu ao longo dos últimos meses. De acordo com levantamento feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base nos números oficiais do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), foram geradas 8.046 vagas de emprego com carteira assinada entre junho de 2020 e fevereiro deste ano.

A marca já supera o número de postos de trabalho perdidos na região apenas nos três primeiros meses da pandemia, quando foram tomadas as medidas de maior restrição no combate à doença, como o fechamento do comércio. Apenas de março a maio de 2020, 6.633 vagas formais deixaram de existir. Desde então, a região registrou nove meses consecutivos ‘no azul’ em termos de mercado de trabalho, ou seja, em que a quantidade de contratações superou a de demissões. O ponto alto foi em janeiro quando, em que pese a alta temporada atípica por causa da doença, os sete municípios geraram 2.042 empregos. 

Na análise do Departamento de Estudos Econômicos, de junho de 2020 até o último mês de janeiro, o saldo de contratações foi crescente, passando de +119 [em junho/2020] até 2.042 [em janeiro/2021]. Em fevereiro, o saldo se manteve positivo (+695), porém abaixo do registrado no mês anterior. Entretanto, o desempenho da região em fevereiro de 2021 foi superior ao observado em fevereiro de 2020 (+206).

Desempenhos diferentes nos municípios

A recuperação ocorreu de forma gradual. Após a expressiva perda de vagas com carteira assinada entre março e maio de 2020, a região acumula nos últimos 12 meses um saldo de 718 vagas criadas. Esse movimento, contudo, não homogêneo entre todos os municípios da região. 

Se entre março de 2020 e fevereiro deste ano, Arraial do Cabo e Saquarema apresentam desempenho positivo, com a abertura de 1.821 e 460 vagas formais, respectivamente, o quadro é distinto do observado em Cabo Frio, que viu ser extintas 738 vagas formais e Búzios, que perdeu 809 empregos de carteira assinada, segundo o estudo ‘Retratos Regionais’, da Firjan.

Na análise do especialista em Estudos Econômicos da Federação, Marcio Felipe Afonso, tanto Cabo Frio como Búzios, apesar de terem recuperado postos de trabalho ao longo de 2020, movimento observado na região como um todo, sofreram mais no início da pandemia e, por isso, ainda apresentam saldo negativo no acumulado dos últimos 12 meses. 

O estudioso elaborou para a Folha um painel sobre os setores econômicos que mais contribuíram para a retomada. Se houve recuperação, por outro lado, a maior parte da empregabilidade ainda está associada ao setor público, especialmente por meio das próprias prefeituras.

– Especificamente em fevereiro, Arraial do Cabo liderou a geração de emprego na região (+334), com destaque para a administração pública em geral (+299). De fato, nos dois primeiros meses de 2021, o saldo de contratações da região (+2.737) foi impulsionado preponderantemente pelo movimento pontual da administração pública em geral (+1.950), concentrados em Arraial do Cabo, seguido por restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (+332), especialmente em Cabo Frio e Búzios, e hotéis e similares (+165), a maior parte dessas contratações em Búzios – analisa Afonso.

Estado do Rio – A indústria fluminense abriu 4.523 postos de trabalho em fevereiro. De acordo com análise feita pela Firjan, a partir da plataforma Retratos Regionais, os segmentos ligados à Construção Civil tiveram o maior saldo de vagas no período (+1.930), seguida pela Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (+685) e pela Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (+602). Entre as regiões do estado, os maiores destaques na criação de postos de trabalho industriais foram a Capital (+1.738) e o Leste Fluminense (+546). O acumulado de 2021 já ultrapassa 7 mil novas vagas na indústria estadual. 

Em fevereiro, o estado do Rio de Janeiro abriu 15.530 novos postos de trabalho, com saldo positivo em todos os quatro grandes setores: serviços (+8.562), indústria e construção (+4.523), comércio (+2.333) e agropecuária (+112). Esse saldo é substancialmente superior ao de fevereiro de 2020 (+2.120). Em fevereiro deste ano, 75 dos 92 fluminenses apresentaram geração de empregos formais.

Nos últimos 12 meses terminados em fevereiro deste ano, o saldo do mercado de trabalho fluminense permanece negativo (-108.751), com fechamentos de vagas em todos grandes setores: serviços (-83.730), indústria e construção (-13.583), comércio (-11.346) e agropecuária (-92).

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