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Reforma em galeria próxima à orla da Praia do Forte causa transtorno 

Obra no Shopping da Praia fecha o comércio

30 julho 2014 - 12h22Por Gabriel Tinoco
 Reforma em galeria próxima à orla da Praia do Forte causa transtorno 

Transformou-se em transtorno uma reforma para manutenção no Shopping da Praia, na Rua Francisco Mendes, próximo à orla, em Cabo Frio. É que muitas lojas do centro comercial tiveram que permanecer fechadas por causa da poeira levantada pela obra. Algumas ficaram sem funcionar durante quase um mês.  A Secretaria de Postura  determinou que pedras portuguesas fossem retiradas da rua para não atrapalhar a passagem de pedestres.

–  A empresa tem que pedir autorização à Secretaria de Obras para fazer uma obra dessas. Ninguém pode quebrar a calçada sem uma permissão. Tem que enviar o projeto para ser avaliado pelo poder público. Nós os mandamos retirarem as pedras por obstruírem a passagem dos pedestres. A empresa foi notificada e precisou se adequar às ordens da prefeitura. Agora, vejo um banco cheio de pedras e vou precisar chamar a atenção deles de novo – comenta o servidor  da Secretaria de Postura Douglas Felizardo, responsável pela notificação. 

E a obra não atrapalha apenas as vendas. A proprietária de restaurante do local, Neusa Araújo, 57, precisou gastar R$ 130 em remédios devido à poeira que entrou no restaurante. A lista de transtornos aumentou quando ela ficou sem trabalhar por muito tempo.

– Fiquei doente por causa de uma obra e isso foi revoltante. Não posso tomar prejuízos de tantas maneiras. O combinado da obra foi começar a tirar a calçada de um lado para depois começar a reformar o outro. Mas eles quebraram tudo ao mesmo tempo. Portanto, os vendedores ficaram prejudicados. Hoje, vou ter que fechar mais uma vez. Era o dia em que os clientes vinham ver os jogos de futebol – diz.

A vendedora de roupas Ellen Elisia, 34, vê os clientes sumirem a cada alagamento provocado pela chuva em frente à loja. As inundações fazem com que a água entre no comércio.

– Fico entediada quando chove. Não tem movimento nenhum. As pessoas não vão passar por cima de poças de água imensas. Tive que tirar a água de dentro da loja porque estava entrando na loja. Definitivamente, a reforma mais tem prejudicado do que ajudado – revela a vendedora. 

E o fraco movimento só piora na baixa-temporada. A pequena procura na época desaba com o fechamento do comércio. É o que garante a vendedora de roupas Mikaela Souza, 20. 

– Não quero reclamar tanto porque o movimento já seria ruim de qualquer maneira. Mas vejo que está cada vez pior. A loja fecha e tem que trabalhar dobrado para alcançar o mesmo lucro. Os donos de lojas na galeria estão furiosos com a obra.

Um dos mais revoltados com a reforma é o empresário Lauro Cernicchiaro, 50. Segundo ele, a maneira em que a obra foi realizada deveria tentar atender aos vendedores da galeria.

– A empreiteira está quebrando não só a parte interna, mas também pelo lado de fora. A empresa quebrou a portaria social e a obra da fachada dos dois blocos. Ou seja, a obra

– A empreiteira está quebrando não só a parte interna, mas também pelo lado de fora. A empresa quebrou a portaria social e a obra da fachada dos dois blocos. Ou seja, a obra fez várias frentes de obras simultâneas e não terminou nenhuma. Eles provocam um transtorno para um centro comercial de 40 lojas. Os comerciantes têm prejuízos há mais de três meses e a empreiteira não liga para as reclamações. É um absurdo. Não podemos deixar isso impune – esbraveja. 

A Folha tentou diversas ligações à Secretaria de Obras, mas não conseguiu o contato.