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Reabertura

Reabertura do Teatro Municipal de Cabo Frio fica para o fim do ano

Antes prevista para agosto, reinauguração depende de reforma que já foi licitada

27 julho 2017 - 08h20Por Texto e foto: Rodrigo Branco
Reabertura do Teatro Municipal de Cabo Frio fica para o fim do ano

 A expectativa inicial era rea­brir no mês que vem com a en­cenação de um texto do escritor pernambucano Ariano Suassuna (1927-2014), mas a crise finan­ceira adiou os planos. Por isso, a secretaria municipal de Cultura de Cabo Frio trabalha com nova estimativa para a retomada da programação do Teatro Munici­pal Inah de Azevedo Mureb: de­zembro deste ano.

A previsão é feita pelo próprio secretário Ricardo Chopinho. Segundo ele, a licitação para a reforma do espaço, que comple­ta 20 anos em 2017, já foi feita. Agora, Chopinho espera que nos próximos 30 dias sejam feitos o empenho e a liberação dos re­cursos para que os trabalhos de recuperação sejam iniciados em setembro. Como o prazo para o fim das obras é de três meses, o secretário acredita que o palco mais nobre da arte cabofriense esteja pronto a tempo de ser um verdadeiro ‘presente de Natal’ para a comunidade artística da cidade.

– Isso vai acontecer porque é um compromisso do prefeito – assegura Chopinho.

A recuperação vem em boa hora. Atualmente, o espaço rece­be apenas cursos e oficinas, uma vez que está completamente de­teriorado. Há rachaduras onde ficam as poltronas da plateia e, com a queda de uma estrutura de sustentação, o palco também corre o risco de ceder, se houver sobrepeso. Conforme a reporta­gem da Folha havia relatado em matéria publicada no último dia 21 de abril, há outros problemas como fiação exposta e pichações. Segundo a prefeitura, as obras custarão R$ 144.966, 04, in­cluindo material e mão de obra. Serão executados a reforma da parte elétrica, iluminação, co­bertura de piso, recuperação de cobertura, colocação de telha ce­râmica, pintura e limpeza geral.

Fora isso, o equipamento de som teve que ser reposto, uma vez que não foi encontrado na passagem entre a antiga e a atual gestão. Ele foi levado por uma empresa terceirizada, que alega ter sofrido calote. O assunto foi objeto de uma auditoria feita pela secretaria de Cultura, cujo resultado foi recentemente di­vulgado à imprensa. Segundo o governo, R$ 540 mil em bens não foram localizados. Em en­trevista ao jornalista Moacir Ca­bral, ontem, no programa Cidade Viva, da TV Litoral, Chopinho falou que acredita em punições.

– O que a gente apura é a rela­ção de patrimônio. Fizemos um levantamento do que encontra­mos e do que não foi encontrado. Vai demorar, mas alguém vai pa­gar por isso – prevê.

A tomada de contas feita pelo governo será enviada para os ór­gãos de fiscalização e controle como Tribunal de Contas e Mi­nistério Público.