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reabertura

Reabertura de UPA ainda é incógnita

Levantamento mostra que Cabo Frio não deixou de receber verbas federais

29 novembro 2016 - 02h55Por Rodrigo Branco | Foto: Arquivo Folha
Reabertura de UPA ainda é incógnita

O prefeito Alair Corrêa (PP) ainda não anunciou oficialmen­te a decisão de reabrir a Uni­dade de Pronto Atendimento do Parque Burle no começo de dezembro, conforme vem sendo ventilado, mas dinheiro não faltará para fazê-lo. Se não recebeu um centavo sequer do Governo do Estado este ano, a Prefeitura jamais deixou de obter os repasses da União, mesmo com a unidade fechada desde dezembro. Somente em 2016, o valor acumulado é de R$ 6,43 milhões.

O dinheiro vem do Fundo Na­cional de Saúde e é repassado diretamente para o Fundo Mu­nicipal com a rubrica “Média e Alta Complexidade Ambulato­rial e Hospitalar”. Entre janeiro e novembro, foram feitas trans­ferências de nove parcelas de R$ 675 mil; uma de R$ 182 mil e outra de R$ 175 mil.

Crítico da reabertura da uni­dade por causa da falta de con­dições materiais na rede e da greve do funcionalismo, o pre­sidente do Sindicato dos Profis­sionais da Saúde de Cabo Frio, Gelcimar Almeida, acredita que a reabertura da UPA acontecerá apenas para que a Prefeitura co­loque a mão no dinheiro.

– Tudo leva a crer que sim, uma vez que para ter acesso ao dinheiro, a UPA precisa estar funcionando. Mas não entendo como estavam recebendo recur­sos e mantendo a UPA fechada – afirma Almeida.

Segundo fontes ligadas à Prefeitura, a ideia é recolocar a unidade em funcionamento a partir do começo de dezembro. Com isso, o Hospital Central de Emergência passaria a abrir  apenas como apoio à UPA. Por outro lado, deverão ser fechadas as emergências dos hospitais da Criança, no Guarani, e do Jardim Esperança. Para o sindicalista, a decisão é um erro.

– A meu ver, é um compli­cador (o fechamento) porque o Hospital do Jardim é única unidade na periferia. Vai trazer muita situação complicada de morte. O paciente que chega in­fartando, por exemplo, primeiro é estabilizado e depois interna­do. Esse percurso para quem vem do Tangará ou da Reserva do Peró representa 15 minutos a mais – disse.

De acordo com a assessoria da Prefeitura, a reabertura da UPA ainda não é oficial e, por isso, um comunicado será emitido apenas quando o prefeito confir­mar a decisão. Desta forma, não foi informado qual a estrutura física e o quadro de pessoal que atuaria no local.

Antes do fechamento, o des­monte – O processo de deterio­ração dos serviços da UPA do Parque Burle, assim como o de outros hospitais do município, vem de longa data, muitos antes do seu fechamento em dezem­bro do ano passado.

Em matéria veiculada na edi­ção de 12 de dezembro de 2015, a reportagem verificou que as queixas sobre a deficiência no atendimento já eram recorren­tes. Na ocasião, assim como vem ocorrendo recentemente no HCE e no Hospital da Mulher, as portas estavam fechadas e apenas os casos mais graves es­tavam sendo atendidos. Móveis e equipamentos, à época, tam­bém já estavam sendo retirados.

             Imagem mostra os valores dos repasses feitos pelo Fundo Nacional de Saúde (Reprodução)