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'Queriam me botar cabresto no PDT'

Dudu afirma que é possível fazer política na cidade sem desfazer 'antigas amizades'

08 novembro 2015 - 20h00

O ex-vereador de Arraial do Cabo, Eduardo Andrade, o Dudu de Nardinho, aparentava tranquilidade ao atender a reportagem da Folha, ontem, poucas horas de ser empossado como novo presidente municipal do Partido Progressista (PP), depois de mais de dez anos filiado ao tradicional PDT. Considerado figura-chave na sucessão do prefeito Wanderson Cardoso de Brito, o Andinho (PMDB), no ano que vem, Dudu, apesar de frequentemente reafirmar o contrário, continua tendo o nome ligado ao dos demais pré-candidatos como potencial vice. Mas nem assim ele perde a calma. Pelo contrário, garante ter ótima relação com todos os possíveis adversários.

– Fui à cerimônia do (Walter Lúcio) Tê, de Renatinho (Vianna) e (Zé) Bonifácio e disseram que seria vice de cada um deles. Se todos forem à minha posse, qual deles escolho para ser o meu vice? – indaga, com ironia.

Folha dos Lagos – A badalação em torno da sua posse como presidente do PP é uma forma de reafirmar que será mesmo candidato em Arraial?

Dudu de Nardinho – Todo ato político, logicamente, é feito pensando na repercussão e comigo não é diferente. Sou uma pessoa muito visada por ser de família, estar na igreja e ter muitos amigos. As pessoas que falam mal de mim é porque me querem ter ao lado, mas não conseguem. O que eu sei é agregar. Querem me derrubar, mas não vão conseguir.

Folha – Mas como viu os comentários recentes sobre fotos suas com o prefeito Andinho e a sua aparição na filiação do Tê ao PMDB, que na opinião delas, indicaria uma possível aliança?

Dudu – Vejo com naturalidade. Hoje não estou mais no PDT, onde queriam me botar cabresto e não podia falar nada com ninguém. Na última eleição, depois que soube que tinha perdido, o Andinho veio tirar uma foto comigo e o PDT me crucificou. Foi a única foto que tirei com ele naquela ocasião, mas ficou uma coisa chata. Já tinha ido ao ato de filiação do Renatinho (ao Pros), na inauguração da sede do PDT, por quê não poderia ir à filiação do Tê?

Folha – É difícil fazer política em Arraial mantendo as boas relações pessoais?

Dudu – Você deve ter visto um comentário feito pelo jornalista Marcelo Cortez, da TV Arraial, dizendo que eu sou um ‘lorde’. Consigo entrar e sair de qualquer ambiente hoje na cidade e ser bem recebido. Minha ida à filiação do Tê causou certo ciúme em parte do grupo de Renatinho e também no de Bonifácio. Mas foi apenas um ato de filiação. Quando fui à filiação de Renatinho, me colocaram como vice dele; quando fui à inauguração da sede do PDT, me colocaram como vice de Bonifácio e agora quando fui à filiação do Tê ao PMDB, também disseram que seria o vice dele. E se todos eles forem ao meu ato? Vou ser obrigado a perguntar qual dos três será meu vice (risos). É claro que é brincadeira, mas quero dizer é que isso serve de exemplo, pois a política passa e a amizade fica. Somos uma família e ninguém precisa ficar brigando. 

* Confira a matéria na íntegra na edição deste fim de semana