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‘Quaresma é tempo de conversão e penitência’

Confira o bate papo com o padre Marcos Vinícius Santana, da Paróquia Nossa Senhora Assunção

13 março 2019 - 10h31
‘Quaresma é tempo de conversão e penitência’
Período de pouco mais de 40 dias que antecipa um dos momentos mais importantes do ano para a comunidade cristã, a quaresma é o tema desse bate-papo com o vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Assunção, em Cabo Frio, padre Marcos Vinícius Santana.
 
Folha dos Lagos – Qual o significado da quaresma?
 
Padre Marcos Vinícius Santana – Na Igreja temos o ano litúrgico, que começa e termina quatro semanas antes do Natal. Ele tem como base as fases da lua. Compõe-se dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. O ano litúrgico revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação, o nascimento, a morte, a ressurreição, a ascensão, o Pentecostes até a expectativa da feliz esperança da vida do Senhor. Dentro desse ano litúrgico, temos o tempo da quaresma, estruturada pela Igreja Católica no século IV. O ciclo da Páscoa compreende um período de preparação que chamamos de quaresma, iniciando na quarta-feira de cinzas e terminando na quinta-feira da Semana Santa, antes da missa da Ceia do Senhor. Depois dessa preparação, vem a solenidade da Páscoa, celebrada já na Vigília Pascal e consequentemente no domingo de Páscoa, dia da ressurreição.
 
Folha – O que é mais importante nesse período?
 
Padre Marcos – É importante ressaltar que esse período da quaresma é um tempo de conversão e penitência. Nele vemos três práticas importantes: a oração, o jejum e a esmola. A oração referente à Deus; o jejum, referente a si mesmo; e a esmola, referente ao próximo. Essa tripla dimensão das práticas chamadas práticas quaresmais: com Deus, consigo e com o próximo. Também vemos que além da conversão, da penitência, do jejum, da esmola e da oração, esse tempo é também de silêncio, de meditação, de reconciliação, de salvação. Então vemos o ensinamento da misericórdia de Deus. É importante ressaltar que a quaresma tem esses 40 dias, sem contar os domingos. Esse número indica, em geral, um tempo de preparação em vista de um grande acontecimento. O próprio Senhor que jejuou antes de começar sua vida pública. Vemos isso nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. É importante também comentar que esse tempo da quaresma é de cinco semanas em que nos preparamos para a Páscoa. Não se canta o aleluia, nem coloca-se flores na igreja, não se deve usar muitos instrumentos, nem se canta ou diz o Hino de Louvo, que também na Liturgia chamamos de Glória. É um tempo de sacrifício, de penitência e não de louvor. A cor litúrgica é roxa.
 
Folha – Qual conduta o católico deve ter?
 
Padre Marcos – Uma conduta de acordo com o ensinamento do Senhor. A partir da conversão, da penitência, do jejum, da esmola e da oração. Da prática do bem, do silêncio, da reconciliação com Deus e com o próximo através do sacramento da reconciliação ou da confissão que é um sacramento de cura, onde acontece o encontro da misericórdia divina com a miséria humana e o penitente recebe o perdão de Deus tendo o propósito de melhorar. Como o nosso Senhor nos fala: “Eu não te condeno, mas vai e não peques mais”. Então vemos nisso tudo como um católico deve proceder, a partir do ensinamento de nosso Senhor. 
 
Folha – A igreja tem programação especial?
 
Padre Marcos – Segunda-feira às 7h30 e de terça a sexta-feira, 7h30 e 19h e no final de semana, sábado 16h e 20h, e domingo, 8h30, 18h e 20h, temos a santa missa. No período da quaresma, temos a Via Sacra, que é uma típica expressão da piedade popular às terças-feiras, às 15h, e às sextas-feiras no Morro de Nossa Senhora da Guia, às 20h. E temos o terço que podemos rezar meditando os mistérios da nossa salvação. A cada dia é um mistério que meditamos.