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Protesto

Protesto no Rio paralisa aulas na região nesta quarta (15)

Sepe adere ao movimento nacional e cruza os braços em Cabo Frio e Arraial

15 março 2017 - 07h48Por Rodrigo Branco | Divulgação Sepe
Protesto no Rio paralisa aulas na região nesta quarta (15)

A paralisação nacional mar­cada para hoje por centrais sin­dicais e movimentos populares contra a Reforma da Previdência pretendida pelo Governo Fe­deral terá reflexos nas salas de aula de Cabo Frio e Arraial do Cabo e nas escolas da rede esta­dual de ensino. O Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) aprovou em assembleia a interrupção das atividades por 24 horas como forma de protes­to contra as possíveis mudanças nas regras para a aposentadoria. O sindicato está organizando uma caravana com os trabalha­dores que quiserem participar da manifestação, que acontece a partir das 16h, na Candelária, no centro do Rio.

–Não existe motivo para essa reforma, que vai pegar principal­mente o trabalhador do campo; o professor, que vai perder a apo­sentadoria especial, à qual tinha direito; e a mulher, que antes tra­balhava cinco anos a menos que o homem e agora vai ter que tra­balhar o mesmo tempo, além de ter que contribuir 49 anos para ter direito à aposentadoria integral. Isso significa morrer sem se aposentar – dispara a diretora do Sepe Lagos, Denise Teixeira.

Na prática, a paralisação dos professores significa uma nova pausa na reposição das aulas do ano letivo de 2016 na rede mu­nicipal de Cabo Frio, após a in­terrupção de 24 horas da semana passada que aconteceu em fun­ção de erros no pagamento da última parcela do acordo firma­do com o governo. A secretária municipal de Educação, Laura Barreto, reconhece a legitimida­de do movimento de hoje, mas preferiu não comentar sobre como será feita a reposição das aulas perdidas.

– Não sei como vai acontecer. A gente vai ver. Se todo mundo paralisar, depois a gente vai dis­cutir. Não sei se vai ter adesão total. Eles (Sepe) mandaram ofício, mas é da consciência de cada um – disse a secretária.

O Sindicato dos Profissio­nais da Saúde de Cabo Frio (SindSaúde) também marcará presença no Rio, mas não ha­verá suspensão das atividades, segundo o presidente Gelcimar Almeida.

– A gente tem conversado com várias pessoas, mas é com­plicado (parar) pela situação de emergência. Foram nove meses de greve, há uma grande de­manda reprimida. Seria bom se todos pudessem ir em repúdio a essa reforma, que é uma afron­ta, pois retira direitos obtidos há décadas – disse Mazinho, como é conhecido.