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MATEMÁTICA DIVERTIDA

Professora da região cria método inovador para ensinar números primos

Ensinando matemática há 36 anos, Elizabethe Gomes, conhecida como Bethemática, estimula ensino da disciplina de forma prazerosa

28 setembro 2021 - 15h16Por Cristiane Zotich

Que criança nunca sofreu, na época de escola, para aprender números primos? Na falta de métodos que despertassem o interesse dos alunos, a chamada “decoreba” acabou sendo, por anos, o caminho mais curto. Mas uma professora da Região dos Lagos está começando a mudar essa história, e transformar o ensino da matemática, e dos números primos, em algo divertido, prazeroso e muito mais eficiente. 

Professora de matemática há 36 anos, Elizabethe Gomes, também conhecida como Bethemática, dá aula na Escola Chapeuzinho Vermelho, em São Pedro da Aldeia, e em cursos de Formação Continuada em Cabo Frio e em Guarapuava, no Paraná. Como muitos de nós, ela conta que também tinha dificuldades com a matemática na época de escola, por isso, como educadora, sempre buscou caminhos diferenciados para o ensino da disciplina. 

– Nunca fui aluna de gabaritar tudo, mas sempre gostei de matemática. E depois de formada busquei por métodos que pudessem facilitar a aprendizagem da matemática. Encontrei no meio dos jogos, de forma lúdica, uma aprendizagem significativa. É o que tem funcionado nesse período todo que eu tenho trabalhado, e os alunos me dão esse relato – revela a professora, que levou dois anos pesquisando até chegar ao método batizado de Crivo de Bethemática.

Adepta da utilização de jogos matemáticos, Elizabethe acabou criando um novo método para se obter os números primos menores que 100. Baseado no Crivo de Eratóstenes (285 a.c. / 194 a.c.), o Crivo de Bethemática é muito mais fácil e rápido de ser ensinado. “O método de Eratóstenes, que serviu de base para o meu método, é o único usado por todos os professores. Mas ele é um pouco lento. A gente perde uma aula inteira, ou mais, para desenvolvê-lo, e com isso tem aluno que perde a atenção, perde o foco, porque ele é um pouco cansativo. Mas é o método que existe e que todo livro mostra, e que todo mundo aplica. Então eu comecei a olhar para aquela tabela do Crivo de  Eratóstenes, e comecei a buscar por outros modelos que pudessem ser mais acessíveis e mais rápidos. E foi assim que desenvolvi a tabela do Crivo de Bethemática, que já foi testada e aprovada. Inclusive tenho o aval de três doutores em matemática falando que é um método inovador e que é interessante ser aplicado em todas as escolas, e isso me deixou muito feliz”, conta a professora.

Um dos doutores a elogiar o novo Crivo de Bethemática é o professor Ilydio Pereira de Sá, doutor em educação matemática, aposentado pela UERJ e pelo Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

– A Elizabeth é uma pesquisadora muito competente, criativa, responsável, que eu conheço há mais de 15 anos, sempre participando de eventos na área de educação matemática. Ela tem trabalhos muito importantes na área de matemática recreativa, pesquisando, criando materiais, divulgando, orientando e formando futuros professores. É uma pessoa que tem todo meu respeito, minha admiração. E esse método que ela criou para chegar a números primos abaixo de 100 é mais prático mesmo. Claro que existem algoritmos computacionais para isso, mas no caso de escolas sem recursos, esse tipo de material concreto é bem útil – contou Elígio.

Elizabethe conta que a planilha desenvolvida por ela pode ser usada por qualquer professor. “Já testei com meus alunos e eles deram relatos de que realmente é um método muito mais rápido e muito mais fácil. Enquanto o método de Eratóstenes leva um tempo inteiro de aula, ou até dois, com o meu em no máximo 10 minutos a criança já está com os números primos até 100 selecionados”, contou a professora, que já se prepara para publicar um artigo sobre o Crivo de Bethemática numa universidade federal falando da eficiência do método.

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