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RESULTADO DA QUARENTENA

Produção de lixo comercial diminui 40% em Cabo Frio no mês de março

No geral, quantidade é próxima à de 2019, pois houve aumento na coleta de resíduos domésticos

17 abril 2020 - 16h15Por Rodrigo Branco

Um levantamento feito pela Comsercaf indica uma redução de 40% na produção de lixo comercial no mês de março, em relação ao mesmo período no ano passado. O decreto municipal que proíbe o funcionamento de estabelecimentos que não prestam serviços essenciais, como mercados e açougues, entrou em vigor no dia 21 do mês passado, o suficiente para fazer cair de 483 toneladas para 290 toneladas a quantidade de resíduos coletados.

No geral, contudo, as equipes da autarquia retiraram das ruas volumes próximos nos dois anos: em março de 2020, 11.307 toneladas foram coletadas, enquanto no mesmo período do ano passado, foram 11.418 toneladas. O motivo é o aumento na produção de lixo domiciliar, provocado por uma mudança de hábito da população, que está em sua maior parte confinada para cumprir a quarentena. Desde então, muitos cabofrienses ocupam o tempo livre para organizar a casa e cuidar das plantas. Deste modo, aumentou o serviço para a retirada de galhos de árvores e de inservíveis, como móveis.

A autarquia informou que trabalha com o quadro de funcionários reduzido. Desde 23 de março, 130 colaboradores que fazem parte do grupo de risco, foram temporariamente afastados de suas funções, por força de um decreto municipal. O presidente Dario Guagliardi pediu a colaboração dos moradores por causa da situação e afirmou que os excessos serão punidos.

– Desde o afastamento dos funcionários, nós fizemos um apelo à população para que evitassem o descarte de resíduos de construção civil e lixo verde, mas as pessoas continuam com o descarte irregular. Vale ressaltar que esses materiais devem ser ensacados. A autarquia estipula a coleta de até de três metros cúbicos. Acima dessa quantidade, o descarte é de responsabilidade do cidadão, que deve contratar uma caçamba. Em casos de descarte irregular ou poda sem autorização dos órgãos competentes, o responsável será notificado, e em seguida multado, com base na Lei nº 2330/2010 – observou Guagliardi.

O Diretor de Meio Ambiente da autarquia, Eduardo Pimenta, diz que ainda é cedo para saber se haverá aumento permanente da produção de lixo domiciliar. De outro lado, o biólogo lembrou da obrigação das indústrias neste período, grandes geradoras de resíduos sólidos.

– As grande indústrias têm por responsabilidade a contratação de caçamba, o recolhimento e o descarte dos resíduos que produz – adverte.

Em Arraial, movimento turístico aumentou quantidade de lixo em 17%

No município vizinho de Arraial do Cabo, o fim da alta temporada teve impacto no resultado, antes da instalação de barreiras sanitárias, em 20 de março. O grande fluxo de visitantes registrado antes do ‘fechamento’ da cidade foi considerado determinante para o aumento de 17% na produção de lixo na cidade, passando de 1,6 mil toneladas em março de 2019 para 1,9 mil toneladas no mesmo período deste ano. O montante inclui o lixo urbano (comercial e residencial) e o gerado por unidades de Saúde.

De acordo com a Prefeitura, após o Carnaval, a cidade teve ‘um aumento significativo’ de turistas, mesmo em dias de semana.

– Teve um final de semana que foi comparado com o Réveillon pela quantidade absurda de turistas, nos proporcionando a retirada de lixo e a limpeza das praias diariamente. Outro fato interessante foi que a população, aproveitando a paralisação das atividades turísticas, promoveram reformas, limpeza e demais formas que resultaram uma grande quantidade de restos e entulhos. Tanto o comércio quanto a população promoveram o que chamamos de ‘housekeeping’ – explica o secretário de Serviços Públicos, Marcelo Mendonça.

No Aterro Sanitário de Dois Arcos, que fica em São Pedro da Aldeia e é privado, praticamente não houve alteração no volume de resíduos aos quais será dada destinação final. De acordo com o diretor André Martins, a variação foi ‘inexpressiva’.

Em março, que marcou o começo da quarentena, o aterro recebeu 25,43 mil toneladas de resíduos (média de 820,3 toneladas por dia), contra 24,89 mil toneladas no mesmo mês do ano passado (média de 802,9 toneladas por dia), o que representa um aumento de 2,17%. Em abril, os municípios enviaram para o aterro 8,50 mil toneladas de lixo (média de 708,3 toneladas por dia), entre os dias 1º e 12; enquanto isso, no mesmo período de 2019, a quantidade enviada foi de 8,66 mil toneladas (média de 721,7 toneladas por dia); o que significa uma redução de 1,85%.

 

 

 

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