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engenharia

Presidente do CREA quer discutir destino da engenharia

Reynaldo Barros visitou Cabo Frio para ações fiscalizatórias do conselho

17 abril 2016 - 10h47

Em visita a Cabo Frio para um encontro regional, o pre­sidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea), Reynaldo Barros, reforçou em entrevista à Folha dos Lagos a necessida­de de um projeto executivo e de melhorias nos serviços de enge­nharia brasileiros.

O presidente chega a Cabo Frio para ações fiscalizatórias do órgão pela Região dos Lagos (Cabo Frio, Arraial e São Pedro). Ele também enfatizou a melhora financeira que a sua terceira ges­tão (as outras foram entre 2003 e 2008) proporcionou ao órgão.

Após reassumir em 2014, o presidente admitiu que o Crea detectou muitas irregularidades nas empresas da região. Segun­do Reynaldo Barros, o órgão fis­caliza o exercício das atividades para garantir um serviço de qua­lidade para a população.

Folha dos Lagos – Nas in­cursões pela Região, o que o Crea tem observado?

Reynaldo Barros – Estamos fiscalizando hospitais, aeropor­to, hotéis, a Prolagos. Por exem­plo, um hotel tem que ter uma empresa habilitada, registrada no conselho, com um profissio­nal habilitado e com anotação de responsabilidade técnica. Se as empresas de serviços de enge­nharia estão em situação regular com o conselho, há garantia que o contratante passa a ter respal­do do conselho. Vamos fiscalizar InterTV, que tem várias ativida­des de engenharia. No caso de um hospital, que a manutenção é feita por terceirizadas, uma terceirizada de fundo de quintal pode causar riscos à população. Tentamos através da formalida­de garantir que o serviço seja feita de forma adequada, com profissionais habilitados.

Folha – No caso da indústria petrolífera, bem fortes em Ma­caé, quais as irregularidades?

Reynaldo – Há muito estran­geiro irregular. Qualquer estran­geiro para atuar no Brasil precisa validar seu diploma, pre­cisa de outro profissional junto a ele acompanhando e transferin­do conhecimento. Vamos a partir da semana que vem estar firme nas empresas, principalmente essas empresas de capital estran­geiro que tem um pouco mais de dificuldade de compreender a le­gislação brasileira. Mesmo que o estrangeiro que atua aqui não consiga ainda se habilitar, pre­cisamos saber quem são, onde estão, e o que estão fazendo. Vamos constituir um cadastro geral desses profissionais para que o conselho possa acompa­nhar e estabelecer formas mais adequadas. O estrangeiro vem, presta um serviço e vai embora. Não se retém tecnologia e nem conhecimento.

Folha – O Crea tem uma posição oficial sobre a questão política?

Reynaldo – Não. O Crea tem posições individuais. Eu mesmo tenho a minha posição, mas pro­curo não misturar essas coisas porque o Crea é uma autarquia pública e não pode se misturar essas questões. Torço para que isso passe logo e que o Bra­sil volte para o rumo. O Brasil está parado, o que é uma péssi­ma demonstração a nível inter­nacional. Enquanto isso durar, não penso numa saída de cresci­mento, de desenvolvimento nas energias e isso é muito ruim. O resultado vai ser de aprendizado para mudança, mas, no primei­ro momento, vai ser um impacto muito grande, porque um lado vai sair insatisfeito e o Brasil está dividido.

Folha – Um dos objetivos do encontro é discutir a situação do país. Como o órgão pode contribuir?

Reynaldo – O país que quer se desenvolver, tem que ter uma boa engenharia. Isso significa licitar uma obra com projeto executivo, sabendo exatamente quanto aquela obra vai executar. O projeto equivale no máximo 5% da obra. Sem engenharia construtiva, somos fadados ao acaso, a obras superfaturadas. A reforma do maracanã teve uma licitação de R$ 800 milhões. Saiu por R$ 1,5 bilhões, porque não teve um projeto que defi­nia quantidade de material e os cálculos estruturais. O projeto executivo quantifica, calcula e já vai para a execução com o valor mais próximo do real. Por isso, a lei prevê no máximo 25% de aditivo, margem que permite em função do dimensionamento do projeto.

Folha – Como está o Crea internamente, no que diz res­peito à sua saúde financeira?

Reynaldo – Nos meus pri­meiros mandatos, deixei o Crea com uma saúde financeira, uma quantidade de fiscais suficiente e deixei o órgão com relação à lei de responsabilidade fiscal per­feitamente equilibrado. Quando voltei, encontrei um orçamen­to completamente deteriorado, praticamente o mesmo que tinha deixado. Tivemos redução no quadro de fiscais, Faço o esfor­ço de recuperar financeiramente o Crea e recuperar o papel dele na sociedade, que é um órgão de fiscalização do exercício profis­sional, de garantia de serviços de qualidade para a sociedade. Tenho que recuperar toda infra estrutura do conselho.

* Matéria completa na edição deste fim de semana da Folha dos Lagos.