Assine Já
sexta, 25 de setembro de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
18ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8032 Óbitos: 418
Confirmados Óbitos
Araruama 1614 102
Armação dos Búzios 477 10
Arraial do Cabo 241 15
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 671 36
São Pedro da Aldeia 1309 51
Saquarema 1165 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
Repasses

Presidente da Apae nega repasse de R$ 3,2 milhões da Prefeitura de Cabo Frio

Dados do Portal da Transparência indicam repasses entre fevereiro e julho de 2015

15 outubro 2015 - 09h21Por Rodrigo Branco

“Meu Deus, onde está esse dinheiro?”. Foi entre risadas nervosas que a presidente da As­sociação dos Pais e Alunos Ex­cepcionais (Apae) de Cabo Frio, Kely Soares, reagiu ao saber pela reportagem que dados do Portal da Transparência do município apontam repasses de mais de R$ 3,2 milhões da Prefeitura para a entidade filantrópica, entre feve­reiro e julho deste ano.

Procurado, o secretário de Co­municação, Edinho Ferrô, ficou de apurar a situação junto à se­cretaria de Administração, mas não atendeu mais as ligações da reportagem, tampouco as retor­nou até às 21h30 de ontem, hora de fechamento desta edição.

De acordo com os dados ofi­ciais, somente no segundo mês do ano, foram repassados, em dez parcelas de diferentes valo­res, mais de R$ 3 milhões em favor da Associação, que cuida de 350 crianças nas unidades de Cabo Frio, em São Cristóvão, e do distrito de Tamoios.

No entanto, a realidade da Apae cabofriense está bem dis­tante dos números astronômicos apresentados e que podem ser consultados por qualquer pessoa no site da Prefeitura. De acordo com Kely, a única ajuda ofereci­da pelo município à entidade é por meio da cessão de servido­res, o que corresponde a 80% do quadro de pessoal, hoje de apro­ximadamente 120 funcionários, incluindo as duas unidades.

– Nunca recebemos qualquer numerário da prefeitura, nem fi­zemos nenhum tipo de pedido de dinheiro. Eles já nos fornecem 80% dos nossos funcionários, o que já é uma ajuda bem grande.

Ela conta ainda que as prin­cipais fontes de recursos da en­tidade são um convênio com a Fundação para a Infância e da Adolescência (FIA), ligada ao Governo do Estado, que rende mensalmente entre R$ 20 mil e R$ 22 mil e com a concessio­nária de energia elétrica Ampla, que inclui um determinado va­lor na conta de luz dos interessa­dos em ajudar, o que gera mais R$ 20 mil por mês aos cofres da instituição, que é privada, mas de utilidade pública. A verba é usada para compra de alimentos, bem como outras despesas.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também ajuda a finan­ciar um percentual de alguns procedimentos e o pagamento de alguns profissionais na rede particular de saúde. Além disso, Kely afirma que a entidade rece­be inúmeras doações, inclusive de cestas básicas, muitas delas como penas alternativas de con­denados pela Justiça.

 

Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (15)