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Festival do Camarão

Prefeitura promete fiscalizar origem de camarão consumido em festival

Evento acontece em outubro, durante defeso da lagoa, quando a pesca é proibida

02 setembro 2017 - 12h19Por Rodrigo Branco | Reprodução
Prefeitura promete fiscalizar origem de camarão consumido em festival

A Coordenadoria Municipal de Meio Ambiente garantiu que vai fiscalizar a procedência de todo produto que será comercializado no Festival do Cama- rão da Praia do Siqueira, entre 12 e 15 de outubro, período em que a Lagoa de Araruama ainda está em defeso, quando a pesca de qualquer espécie é proibida. Segundo o coordenador Eduardo Pimenta, os permissionários das 30 barracas que serão montadas deverão provar que o crustáceo não foi capturado na laguna, sob pena de serem descrendenciados do evento e até mesmo responderem por crime ambiental.

– Vamos atuar de forma incisiva tanto na venda quanto na pesca. A secretaria vai fiscalizar os freezers e a origem do camarão terá que ser declarada – afirmou Pimenta. Nos últimos dias, cresceram os rumores de que captura clandestina do animal para fornecimento ao festival. O coordenador reafirmou a vigilância.

– Dentre todos os municípios, Cabo Frio é um dos mais atuantes na fiscalização, por meio da Guarda Marítima e Ambiental – garantiu o Pimenta.

A organizadora do festival, Geyse Marques, endossou as palavras dele quanto à preocupação com o defeso. Ela comentou que os barraqueiros terão que assinar um termo de compromisso, mas afirmou que não tem como se responsabilizar por todos.

– Estamos nos cercando de cuidados. Mas a organização do festival não pode responder pelos atos dos outros – comentou Geyse.

Produto do Nordeste – Para tentar contornar a proibição e garantir o abastecimento do festival, onde são consumidas, em média, 15 toneladas do produto, a organização definiu que grande parte dos crustáceos serão compradas de cativeiros situados em estados do Nordeste. No Facebook da Folha, houve muitas críticas à decisão, uma vez que o evento é visto como uma oportunidade de desenvolver a produção local. A organizadora Geyse Marques explicou a opção de marcar o festival para a época do defeso e, consequentemente, ter que importar o produto.

– Por causa da crise, só começamos a pensar no festival em maio e aí já estava em cima para fazer em julho, que é a data em que costuma ser feito. Numa reunião, todos os permisionários decidiram, por unanimidade, fazer no feriadão de outubro em vez de novembro, também por causa da Semana do Saco Cheio (feriado em Minas Gerais logo após o feriadão da padroeira).

De acordo com a organizadora, independentemente da data, a Lagoa de Araruama não teria condições de garantir o fornecimento do animal.

– Eu gostaria que isso acontecesse, mas a Lagoa de Araruama não tem como produzir 15 toneladas. Nas outras edições, sempre compramos de fora – finalizou.