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Prefeitura paga apenas a parte dos efetivos e Educação para em Cabo Frio

Sindicato reclama ainda descontos de greve anterior, entre outros pontos não cumpridos

06 julho 2019 - 09h54Por Redação I Divulgação Sepe Lagos
Prefeitura paga apenas a parte dos efetivos e Educação para em Cabo Frio

Pelo segundo mês seguido, os servidores da Educação de Cabo Frio paralisam as atividades, o que já acontece a partir deste sábado (6). A decisão, que já havia sido tomada em assembleia da categoria no último dia 24, foi confirmada nesta sexta (5) pela diretora do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) Cíntia Machado, uma vez que o governo depositou apenas os salários de junho dos efetivos. Ainda assim, segundo apurou a reportagem, muitos desses não viram o dinheiro bater nas suas contas.

A diretora do Sepe afirma, ainda, que o reajuste de 8% prometido pelo governo não foi pago a algumas categorias como auxiliares de serviços gerais (ASGs); agentes administrativos; motoristas e vigias. Cíntia diz também que a isonomia salarial entre inspetores escolares e auxiliares de classe não foi paga, conforme combinado em mesa de negociação. Funcionários de licença médica são outros que não viram a cor do dinheiro. A questão agora está no setor jurídico do Sepe Lagos.

– Na última audiência foi acordado que não haveria desconto de greve. O desconto desobriga o professor a repor a aula e, nesse caso, o aluno sai prejudicado e não é isso que a gente quer. A gente está procurando informações quanto ao restante do pagamento. A gente já comunicou ao governo que se não houvesse o pagamento para todos haveria greve – explica Cíntia, dizendo que duas audiências com o prefeito Adriano Moreno (Rede) e sua equipe foram desmarcadas recentemente.

O movimento grevista ganhou um novo componente de indignação, uma vez que os dias referentes à última paralisação, em junho, foram marcados como falta e descontados nos contracheques dos funcionários que aderiram à greve. Além do corte do ponto em si, os servidores reclamam que não houve critério nos descontos e prometem recorrer para reaver o dinheiro.

A professora Sinéa Barbosa de Oliveira, que trabalha na Escola Deodoro Azevedo, no Guarani, teve descontados R$ 427,61 somadas as duas matrículas. Ela soube do desconto ao acessar o contracheque ainda na quinta-feira (4), uma vez que foi uma das funcionárias efetivas que não
recebeu o salário na sexta.

– Esse governo não cumpre [acordos] e ainda tira os nosso direitos. Eles desrespeitaram uma lei federal, que nos dá direito de greve sem desconto em
folha e ele nos descontou. Só poderiam descontar se julgassem a greve ilegal. Isso foi sem critério porque tiveram pessoas que não fizeram greve e foram descontadas. Tem pessoas que fizeram greve e não foram descontadas – revolta-se.

Colega de Sinéa, o professor de Matemática Carlos Fernando Souza, do segundo distrito, recebeu ontem, mas não escapou de um desconto de cerca
de R$ 290. Ele garante que o caso dele não é único na unidade em que trabalha.

– Fomos descontados e não tivemos parecer nenhum da secretaria ou da prefeitura e não sabemos o que vai ser feito. Na minha escola, há outros casos – garante Carlos Fernando.

A reportagem pediu um posicionamento da Prefeitura de Cabo Frio e da Secretaria Municipal de Educação, mas não houve resposta. Quando isso ocorrer, a postagem será atualizada.