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Prefeito de Arraial e vice estão impedidos de concorrer a cargo eletivo por oito anos

Andinho diz que ele e o seu vice irão recorrer da sentença

08 julho 2014 - 15h40Por Sérgio Meirelles
 
Prefeito de Arraial e vice estão impedidos de concorrer a cargo eletivo por oito anos

A Justiça Eleitoral de Arraial do Cabo julgou procedente o pedido de cassação de mandato do prefeito Wanderson Cardoso de Brito (PMDB), o Andinho, e do seu vice Reginaldo Mendes Leite (PT). Além da perda dos cargos, os dois mandatários estão proibidos de concorrer a qualquer cargo eletivo por oito anos. A juíza Juliana Gonçalves Figueira Pontes, da 146ª Zona Eleitoral, considerou que ambos cometeram abuso de poder político e captação ilícita de votos durante as eleições de 2012. Até o fim da tarde de ontem, o prefeito e o vice permaneciam em seus postos.

A decisão da justiça eleitoral foi proferida no dia 11 de junho último, mas somente nesta terça-feira (8) os advogados de Andinho e Mendes tomaram conhecimento do despacho da juíza Juliana Gonçalves. Andinho antecipou que ele e o seu vice irão recorrer da sentença. A ação de crime eleitoral contra o prefeito e o vice foi impetrada em 2012 pela coligação PDT e PP. De acordo com Fabrício Abílio, um dos advogados da aliança partidária, os dois atuais líderes foram condenados por autorizar a construção de casas em área de preservação ambiental e por homologar mais de três mil imóveis por intermédio do lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), no cadastro da Prefeitura.

– Só em 2011 foram feitos mais de três mil lançamentos de IPTU. Em agosto de 2012, eles distribuíram os carnês do imposto aos moradores do bairro Caiçara, uma das áreas invadidas – relatou Abílio.

O prefeito Andinho garante que não houve nenhuma irregularidade em sua ação e considerou que ela foi legítima, pois fazia parte de um programa de regularização fundiária que funcionava dois anos antes do pleito eleitoral de 2011.

– Estou muito tranquilo quanto a isso. Vamos recorrer da sentença e provar que somos inocentes. Não há dúvidas de que se trata de uma ação para desestabilizar o meu governo – finalizou o prefeito.