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Preços dos restaurantes de Geribá assustam turistas e moradores

Um sanduíche simples chega a custar R$ 50

06 janeiro 2017 - 19h21
Preços dos restaurantes de Geribá assustam turistas e moradores

Você estaria disposto a pagar R$ 120 num prato de filé de frango com arroz e fritas para duas pessoas? E R$ 50 num sanduíche de pão, carne, salada e queijo? Que tal R$ 55 numa pequena porção de bolinho de bacalhau? Se a resposta for não, é melhor arranjar outro lugar para comer quando for a Geribá que não os restaurantes instalados na praia. Os preços praticados no verão de Armação dos Búzios estão assustando não só os moradores, mas também os turistas, que, mesmo com o câmbio favorável, torcem o nariz quando pegam o cardápio.

Juliana dos Santos, 23, é cabofriense e se recusa a pagar os preços pedidos pelos comerciantes da praia.

– Eu saio de Cabo Frio para pegar praia em Búzios porque adoro Geribá e João Fernandes. Até gostaria de ficar mais, até o por do sol, mas morro de fome e comer aqui com esses preços, sem condição. O máximo que eu faço é tomar um açaí ou uma água de coco, que já são caros, mas almoçar mesmo, só em casa. Aí acabo tendo que voltar mais cedo que gostaria, porque a fome aperta – ela ri.

Juliana tem razão. A água de coco em Geribá está sendo vendida a R$ 9, 50% a mais que o preço na Praia do Forte, em Cabo Frio (R$ 6). Um açaí de 400ml sai por R$ 11. "É preço de loja gourmet por um açaí de pior qualidade, um absurdo", reclama o estudante Maicon Freitas, 19.

Em outro restaurante, uma porção de seis pastéis de camarão sai a R$ 45. Isso quer dizer R$ 7,50 por pastel. Quase o mesmo preço do queijo coalho que é vendido pelos ambulantes que rodopiam pela areia (R$ 7). O argentino Diego Verigini, 41, não concorda.

– Sabemos que essas pessoas ganham dinheiro desse modo, mas é abusivo. Sempre venho a Búzios e vou a Arraial do Cabo, não tem comparação nos preços. Para vir para Geribá, passo no mercado e compro biscoito – ele conta.

De fato, Diego e sua namorada comiam Fandangos e tomavam Pepsis – armazenadas em uma bolsa térmica – enquanto reclamavam dos preços. Eles estavam sentados em uma canga, protegidos da quentura por um guarda sol que compraram nas Americanas por pouco mais de R$ 20. Se fossem sentar nas barracas fornecidas pelos restaurantes, teriam que pagar R$ 30 pelo aluguel do guarda sol, mais R$ 10 por cada cadeira. Preços que, definitivamente, não seduzem ninguém.