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A PESO DE OURO

Preço da carne em Cabo Frio assusta consumidor

Quilo do contrafilé pode chegar a R$ 43, dependendo do estabelecimento

27 novembro 2019 - 19h47Por Rodrigo Branco

O churrasco do cabofriense já não está tão farto como antes. A alta do preço da carne bovina nas últimas semanas, assim como ocorre em outros cantos do país, faz o consumidor intensificar o hábito da pesquisa de preços e promover substituições de alimentos à mesa para que as compras caibam no orçamento doméstico. A reportagem esteve em supermercados e açougues e constatou que, dependendo do estabelecimento, o quilo do contrafilé, por exemplo, pode custar R$ 43.

No Rio, segundo o IBGE, nos últimos 12 meses, o preço do quilo do contrafilé subiu 5,50%; o da alcatra 9,74%; o do patinho, 11,35%; o do chã de dentro; 12% e do filé mignon, 15,76%. Apenas em outubro, o contrafilé teve subida de 4,5%, levando-se em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Diante disso, o consumidor tem que abusar da criatividade na cozinha.

– Do jeito que está indo, a gente vai precisar virar vegetariano. Ou então diminuir o consumo de proteína ao máximo e se precisar muito de proteína, consumir ovo. Enquanto permitirem, porque está difícil. O impacto é alto na renda do trabalhador comum. Quem não tem renda alta não pode ter carne bovina todos os dias à mesa – observa a antropóloga Andréa Freitas, que recomenda a valorização dos cortes de segunda e da carne de porco.

Sem condições de brigar com os preços em aceleração, o técnico em eletrônica Cláudio Lourenço está sendo obrigado a diversificar o cardápio e a abandonar o antigo hábito de comer carne vermelha diariamente, apelando para partes menos nobres do boi, como o músculo.

– A gente nota a diferença no preço, mas tenta ajustar, comprando outro tipo de alimento, um frango, ou alguma outra coisa que não seja a carne vermelha, que está com o preço muito alto. Diminui bastante o consumo. Era totalmente carnívoro. Era todo dia carne vermelha, agora não.  De vez em quando, como um ovinho também, a gente vai variando – observa.

Segundo os especialistas, a alta do dólar ajuda a explicar a razão pela qual o produto subiu tanto de valor nos últimos dias. Por conta da variação cambial, os produtores tem privilegiado a venda da carne para o exterior, sobretudo para países como China e do Oriente Médio, por considerar mais vantajoso economicamente.

De acordo com o economista Sérgio Monteiro, a matemática que tem levado os consumidores a abusar da calculadora tem a ver com uma regra simples de mercado.

– Tem a ver com a parte de importação e exportação. É a lei da oferta e procura. A gente manda o produto para fora a preço subsidiado. Como tem pouca oferta interna, o preço sobe – ensina o especialista.

Quem trabalha com o produto dá sinais de preocupação com a possível escassez dele nos frigoríficos em breve. 

– O pessoal tem reclamado muito. É quase diariamente. Alegam que é a exportação de carne, lá fora afeta aqui dentro. O produto está meio escasso, por enquanto não acabou, mas está começando a acabar, principalmente a carne de primeira – diz Marcelo Paiva, dono de um açougue na Avenida Teixeira e Souza, no Centro.  

 

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