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Preço

Preço alto da carne bovina faz produto sumir da mesa

Diferença no preço das carnes faz consumidores optarem por frangos na dieta do dia a dia

28 outubro 2015 - 10h04

Quem não recorrer a uma dieta de carne ver­melha, provavelmente precisará ‘coçar o bolso’ para preparar uma boa re­feição. As carnes bovina e suína, um tanto comuns nas panelas brasileiras, são retiradas das cestinhas e carrinhos em Cabo Frio. A Folha visitou supermer­cados e ouviu as recla­mações de consumidores sobre a carestia dos ali­mentos na cidade.

– Não se pode mais comer uma carne de se­gunda. Fui num mercado onde a carne custava R$ 19. Falei para o vendedor que venderia um bezerro para comprar um quilo de carne. Lá em casa entra no máximo uma carne moída, acém de vez em quando – esbravejou o aposentado Ecy Nogueira, 80.

A aposentada Maria José, 66, já esqueceu até o sabor de um prato tra­dicionalíssimo nas mesas do país: uma saborosa feijoada.

– Carne passou de uma comida essencial para um artigo de luxo. Há quan­to tempo não como uma carne seca. Feijoada virou uma comida de rico aqui na cidade. Tenho que co­mer acém diariamente, aliás, isso quando tenho dinheiro para comer – diz.

Há também quem des­carte completamente os produtos mais supérfu­los. É o caso da funcio­nária pública Deise Pom­pilio, 55,

– Costumo cortar os mais supérfulos como do­ces, sucrilhos, biscoitos, até mesmo o queijo e pre­sunto. Deixo de comprar para priorizar os essen­ciais. Compro carne de se­gunda ou aqueles frangos que já vem desfiados para economizar – afirma.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quarta-feira (28)