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População diz não à revogação do Estatuto do Desarmamento

Após Senado abrir consulta, moradores ouvidos pela Folha afirmam que medida aumentaria a violência pelo país

13 setembro 2017 - 09h40
População diz não à revogação do Estatuto do Desarmamento

Após o Senado abrir consulta pública sobre a realização de um plebiscito para discutir a revogação do Estatuto do Desarmamento – proposta do senador Wilder Moraes (PP-GO) –, cabo-frienses ouvidos pela Folha preferem que as armas não fiquem nas mãos da população. Os entrevistados argumentam que a revogação só cresceria o número de assassinatos. 
A Lei Federal foi sancionada em 2003 e determinou a limitação da comercialização, do registro e da posse de armas de fogo e munição no Brasil.
– Sou contra o armamento. Está bom como está. Já não bastam os bandidos, ainda querem armar mais pessoas? Aumentaria o número de mortes com toda certeza – afirma a estudante Mariana Mattos, 16.
A auxiliar de serviços gerais, Marilene dos Santos, 52, prevê um estado de caos com a revogação do estatuto. 
– Deixa como está. Já tem violência sem armas. Imagina com todo mundo armado. Iria ser um caos. Hoje em dia matam por qualquer bobagem – opina.
Não bastasse ser contra a medida, o empresário Nicolas Araújo, 23, ainda quer regras mais rigorosas ao porte.
– Sou contra (a revogação). Iria ficar uma doideira. Já matam por qualquer coisa. Aliás, as regras para o porte de armas teriam que ser mais rígidas. Para andar armado, teria que passar por mais exames – diz.
O encarregado de setor Geraldo Machado, 59, concorda:
– Quem deve andar armado é a Polícia. Às vezes, um assalto pode se transformar em um tiroteio – comenta. 
Mas há quem seja favorável ao plebiscito. O técnico Diego Silva, 25, defende a revogação, mas com cautela.
– Deveria armar a população. Não qualquer um. Lógico. Mas para defesa pessoal não vejo problemas. Obviamente, tem que ter muitos testes. Não pode dar arma na mão de qualquer um. Teria que ser algo bem estudado e aprofundado para armar as pessoas certas – palpita.
Já o segurança Renê Soares, 52, vê a população desarmada como refém dos criminosos.
– Vagabundo pode andar armado e matar trabalhador? Tem que armar a população e virar guerra logo – finaliza, em tom enérgico.