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Cabo Frio

Polícia Federal faz operação contra compra de votos em Cabo Frio e Saquarema

Policiais cumprem cinco mandados de prisão e sete de condução coercitiva 

18 outubro 2016 - 09h21Por Redação

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Sufrágio Ser­tanejo com o objetivo de desar­ticular grupos criminosos que exerciam cargos políticos, ou disputavam eleições para car­gos de prefeito e vereador e que almejavam tomar conta tanto do Poder Executivo, quanto do Poder Legislativo da cidade de Saquarema.

Policiais federais cumpriram cinco mandados de prisão, en­tre eles o de Romacart Azeredo de Souza e Vanildo Siqueira da Silva, respectivamente o presi­dente e o vice da Câmara Muni­cipal de Saquarema. O vereador Paulo Renato Teixeira Ribeiro também foi preso durante a ope­ração. O candidato do PMDB, Hamilton Nunes de Oliveira, o Pitico, e o filho dele, Guilherme Ferreira de Oliveira, Pitiquinho, também foram presos.

Seis mandados de condu­ção coercitiva também foram cumpridos. Três médicos são investigados – dois deles con­duzidos e um não localizado. Segundo a assessoria de im­prensa da Polícia Federal, um dos médicos tem casa em Cabo Frio e a polícia esteve na ci­dade com este fim: “Em Cabo Frio foi cumprida a condução coercitiva de um dos investiga­dos (médico) por ter residência naquele município. Os crimes são relacionados ao município de Saquarema”, informa a nota da assessoria.

Na operação, também fo­ram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, tendo sido apreendidos computadores, documentos, mídias, entre outros.  As investigações indicam que políticos ocupavam cargos públicos na base do chamado “coronelismo”, muitas vezes cooptando votos em troca de be­nefícios irregulares. Os investi­gados realizavam boca de urna e compravam votos, tendo como contrapartida a distribuição de diversos bens, entre eles medicamentos  e combustível, forne­cimento de atestados médicos e receitas médicas controladas em branco, assim como benefícios em um hospital de grande porte. Foi detectado também que um líder religioso teria aceitado di­nheiro com a finalidade de fazer campanha para candidatos du­rante ato religioso.

*Atualizada em 19/10 às 09:14h.