Assine Já
terça, 28 de setembro de 2021
Região dos Lagos
29ºmax
20ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 51480 Óbitos: 2097
Confirmados Óbitos
Araruama 12222 438
Armação dos Búzios 6365 64
Arraial do Cabo 1689 90
Cabo Frio 14367 844
Iguaba Grande 5407 140
São Pedro da Aldeia 6899 286
Saquarema 4531 235
Últimas notícias sobre a COVID-19
Cabo Frio

Polícia Federal faz operação contra compra de votos em Cabo Frio e Saquarema

Policiais cumprem cinco mandados de prisão e sete de condução coercitiva 

18 outubro 2016 - 09h21Por Redação

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Sufrágio Ser­tanejo com o objetivo de desar­ticular grupos criminosos que exerciam cargos políticos, ou disputavam eleições para car­gos de prefeito e vereador e que almejavam tomar conta tanto do Poder Executivo, quanto do Poder Legislativo da cidade de Saquarema.

Policiais federais cumpriram cinco mandados de prisão, en­tre eles o de Romacart Azeredo de Souza e Vanildo Siqueira da Silva, respectivamente o presi­dente e o vice da Câmara Muni­cipal de Saquarema. O vereador Paulo Renato Teixeira Ribeiro também foi preso durante a ope­ração. O candidato do PMDB, Hamilton Nunes de Oliveira, o Pitico, e o filho dele, Guilherme Ferreira de Oliveira, Pitiquinho, também foram presos.

Seis mandados de condu­ção coercitiva também foram cumpridos. Três médicos são investigados – dois deles con­duzidos e um não localizado. Segundo a assessoria de im­prensa da Polícia Federal, um dos médicos tem casa em Cabo Frio e a polícia esteve na ci­dade com este fim: “Em Cabo Frio foi cumprida a condução coercitiva de um dos investiga­dos (médico) por ter residência naquele município. Os crimes são relacionados ao município de Saquarema”, informa a nota da assessoria.

Na operação, também fo­ram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, tendo sido apreendidos computadores, documentos, mídias, entre outros.  As investigações indicam que políticos ocupavam cargos públicos na base do chamado “coronelismo”, muitas vezes cooptando votos em troca de be­nefícios irregulares. Os investi­gados realizavam boca de urna e compravam votos, tendo como contrapartida a distribuição de diversos bens, entre eles medicamentos  e combustível, forne­cimento de atestados médicos e receitas médicas controladas em branco, assim como benefícios em um hospital de grande porte. Foi detectado também que um líder religioso teria aceitado di­nheiro com a finalidade de fazer campanha para candidatos du­rante ato religioso.

*Atualizada em 19/10 às 09:14h.