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Pneus abandonados preocupam moradores do Manoel Corrêa

Focos do mosquito aedes são encontrados e aumentam risco de contágio de doenças

28 dezembro 2016 - 07h04Por Texto e foto: Gabriel Tinoco
Pneus abandonados preocupam moradores do Manoel Corrêa

Mesmo com o Estado do Rio de Janeiro em alerta para o surto de chicungunha neste verão, fo­cos do Aedes aegypti permane­cem intactos em Cabo Frio. No bairro Manoel Corrêa, os pneus espalhados à beira da estrada para Arraial, na altura da Rua Luis de Camões, deixam mora­dores com medo de serem infec­tados pela doença.

O vidraceiro Antônio Carlos da Silva, 60, observa os próprios moradores tomando a iniciativa de recolher os pneus.

– Há um perigo de doenças. O governo já deveria ter recolhido esses pneus. Uma menina da rua de trás pegou dengue. Tem mora­dor que está recolhendo os pneus. Quando chove, os moradores sa­codem os pneus para acabar com os focos – comenta.

No último dia dez de novem­bro, a Folha denunciou o caso – imediatamente, a Prefeitura fez tratamento larvário nos pneus, que não foram recolhidos. A au­tônoma Imaculada Conceição Assis, 33, está impaciente com a falta de ação.

– É claro que estamos em pe­rigo. Os jornalistas fazem repor­tagens, vêm aqui, filmam esses pneus e nada acontece. Tenho medo, mas não posso fazer nada. A gente que tem crianças e ido­sos em casa fica com medo.

Um pouco antes de anoitecer, os mosquitos invadem as casas e preocupam ainda mais a autôno­ma Zenilda de Oliveira, 67.

– Não fizeram nada para resol­ver esse problema até agora. A partir das 18h, aparece uma mos­quitada terrível. Ninguém aguenta ficar dentro de casa. Inclusive, já até comprei repelente – reclama.

Com um carrinho de bebê em mãos, a também profissional au­tônoma Adriana da Conceição, 34, demonstrou toda preocupa­ção com a vizinhança.

– Estou preocupada. Preocu­pada pelos filhos, por mim, pelo marido, pelos vizinhos... Não sou só eu que tenho criança em casa. Criança aqui no bairro é o que não falta – ela diz.

O provável surto de chicun­gunha também faz com que os cabofrienses comecem a se pre­venir no verão. A farmacêutica Patrícia Santos, 41, vê a procura por repelentes aumentar em 40% na Drogaria Nacional, no centro de Cabo Frio.

– Está saindo muito. As pesso­as têm medo de contrair doenças. Além disso, tem muito mosqui­to na cidade. Os turistas chegam com a casa fechada e, quando abrem, vêem que está lotada de mosquitos – opina.

Na Drogaria do Povo, a saída de repelentes também é boa. É o que garante a atendente Edna de Paula Silva, 50.

– Tem uma saída boa. A cidade está cheia de mosquito. Portanto, os moradores querem se prevenir – explica.

A professora Ellen Luci, 44, passou um grande período com dores por causa da chicungunha. Ela narrou à reportagem os pro­blemas por contrair a doença

– O pior não foram os dez dias de febre, com dores fortíssimas. Porque tinha a esperança que tudo voltaria ao normal. Quando acha­va que estava melhorando, no dia seguinte não conseguia pentear o cabelo e trocar de roupa. Neces­sitava do auxílio da minha filha. Meu trabalho ficou comprometi­do por meses, porque não conse­guia chegar no horário. Era uma batalha para conseguir levantar. Precisei pedir compreensão aos meus chefes pelos meus atrasos e faltas. Desde então, sinto um cansaço fora do normal, apesar de não sentir mais dores – revela.