Assine Já
segunda, 28 de setembro de 2020
Região dos Lagos
35ºmax
20ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8099 Óbitos: 418
Confirmados Óbitos
Araruama 1625 102
Armação dos Búzios 487 10
Arraial do Cabo 248 15
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 684 36
São Pedro da Aldeia 1323 51
Saquarema 1177 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
eleições

Planos de governo em Cabo Frio não apresentam grandes novidades

Propostas dos candidatos trazem curiosidades e promessas genéricas

20 setembro 2016 - 20h25Por Rodrigo Branco I Departamento de Arte
Planos de governo em Cabo Frio não apresentam grandes novidades

No papel, é como colocar Cabo Frio em um patamar semelhante a uma próspera cidade europeia ou dos Estados Unidos em escassos quatro anos, isso descontando-se o fato da cidade viver uma crise econômica e administrativa sem precedentes.
Mas nesse último ponto, para ser justo, os planos de governo dos candidatos a prefeito da cidade, disponíveis no site do TSE até que fazem os necessários parênteses. O de Adriano Moreno (Rede), por exemplo, chega a estimar que as dívidas serão de R$ 250 milhões no início do próximo mandato.


Nada disso, contudo, inibiu os postulantes ao cargo máximo do município de traçar metas ousadas para o próximo quadriênio, mas quase sempre de forma genérica, sem detalhes de como a conta vai fechar.


Isso sem contar com o fetiche unânime pelo sonhado Centro de Convenções, visto como tábua de salvação para o Turismo. Mas, apesar das dificuldades, no plano de voo dos prefeitáveis tem espaço para central de monitoramento 24 horas, cadeiras anfíbias nas praias e até a construção de uma arena de futebol para mais de 30 mil lugares.


Confira a seguir um apanhado do que há de mais curioso nos documentos que, pelo menos em tese, vão orientar o governo do próximo prefeito de Cabo Frio. Apenas o de Paulo César (PSDB) não consta como registrado no TSE, segundo o candidato por falha do TRE, que não teria repassado o documento.

 

Carlão (PHS)

Desconhecido de grande parte da população até a atual campanha, ele dedica a primeira parte das 46 páginas do seu plano de governo a apresentar sua biografia. Na Educação, chama a atenção as proposta para municipalizar os CIEPs. Apesar da crise e do alto investimento necessário, acena com a construção de um estádio  de futebol com capacidade para mais de 30 mil pessoas.

MARQUINHO (PMDB)

Com um plano apenas 21 páginas, o ex-prefeito pouco foge às generalidades. Entre iniciativas mais específicas, mas nem tão originais assim, estão a criação do Portal do Investidor e a transformação de Cabo Frio em ‘Smart City’, com iluminação LED e monitoramento eletrônico. O peemedebista diz ainda que vai implantar um Central de Processamento de Pescado e Entreposto no Rio São João.

ADRIANO MORENO (REDE)

Optou por um documento mais longo, com 48 páginas, na qual descreve como seria o organograma do governo. Talvez como influência de sua vice, que foi secretária da Melhor Idade, é o que tem o programa mais extenso para o setor, com propostas como a criação da Policlínica do Idoso e do uso de cadeiras anfíbios nas praias para os que tem dificuldade de locomoção. Na segurança pública, aposta em uma Central de Monitoramento 24 horas.

JANIO MENDES (PDT)

É o plano mais longo (68 pág.) e detalhado entre os candidatos.  Na parte inicial, evoca subjetivismos (“Minha primeira providência será resgatar a esperança”), mas não resiste à tentação das promessas envolvendo números: ele pretende abrir três mil novas vagas para a Educação Infantil até 2020.

CLÁUDIO LEITÃO (PSOL)

É o documento mais sucinto, com 16 páginas, escritas em caixa alta. O documento propõe um modelo de administração baseada na ‘participação popular’. Entre as propostas do candidato, estão presentes antigas bandeiras como a municipalização da Ferlagos e a possibilidade de encampar a empresa que detém a concessão de transporte público.