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Plano para reabrir a UPA sofre críticas em Cabo Frio

Com município em crise financeira, servidores questionam: "e os salários?"

25 novembro 2016 - 00h34
Plano para reabrir a UPA sofre críticas em Cabo Frio

 

 A Prefeitura de Cabo Frio nem chegou a anunciar oficialmente, mas só a intenção do prefeito Alair Corrêa (PP) de reabrir a Unidade de Pronto Atendimen­to do Parque Burle deixou irri­tados representantes sindicais e de entidades de classes que estão com os salários, em média, três meses atrasados. As lideranças sindicais também condenam a operação tapa-buracos e o muti­rão de limpeza que estão sendo realizados pela cidade antes da quitação da dívida com os traba­lhadores.

Para a diretora de imprensa do Sindicato dos Profissionais da Educação, Denise Teixeira, as iniciativas do prefeito contra­riam o seu discurso. Ela acredita que a intenção seja inviabilizar a futura gestão.

– Essas medidas estão na con­tramão do que ele vem anun­ciando o tempo todo. Se ele não tem dinheiro para pagar salário, que é o básico, como abre a UPA se não tem funcionário para tra­balhar. A Saúde está em greve por falta de pagamento. Há uma total falta de gestão e parece que ele não quer acabar com a dívida da Prefeitura e sim deixar uma dívida astronômica – afirma.

No mesmo tom, o presidente do Sindicato dos Servidores de Cabo Frio, Olney Vianna, classi­ficou a possibilidade de reaber­tura da UPA como ‘absurda’.

– É um absurdo e inadmissí­vel fazer isso agora, com salário atrasado três meses. Só posso classificar esse ato com megalo­maníaco. Ele teve quatro anos e quer fazer isso em um mês. É, no mínimo, um escárnio com toda a população cabofriense e uma forma de burlar a Justiça – dis­parou, criticando ainda a quali­dade do asfalto usado no conser­to das ruas da cidade.

Representante da área, o dire­tor do Sindicato dos Servidores da Saúde, Gelcimar de Almeida, o Mazinho, criticou a atitude de reabrir a UPA no momento em que outras unidades municipais como o Hospital da Mulher e o HCE sofrem com os problemas de estrutura e de falta de pessoal.

– Tem que dar um choque de gestão primeiro. Não só na Saúde. Com a abertura, estará diminuindo uma capacidade já deficitária nas emergências. Isso porque desloca servidores que estão nas unidades que estão funcionando. O prefeito aumen­tará uma despesa com pessoal, despesa que ele não vai pagar – explica.