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Planejamento incerto para alta temporada

Crise no Estado deixa em aberto programação de forças de segurança para o verão

10 novembro 2016 - 07h27Por Redação I Foto: Arquivo Folha
Planejamento incerto para alta temporada

A grave crise financeira vivi­da pelo Estado pode comprome­ter o planejamento das forças de segurança da região para a alta temporada. Embora as autorida­des afirmem que os problemas de caixa do governo ainda não afetam as suas corporações, o fato é que, a um mês e meio do verão, os batalhões do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar ainda não sabem com o que po­derão contar durante o período em que a cidade recebe milhares de turistas nas suas ruas e praias.

Recém-chegado ao quartel do 18º GBM (Cabo Frio), o te­nente-coronel Cássio Capelli comentou que a unidade não tem passado por problemas es­truturais, como de manutenção de veículos ou de alimentação, mas ele afirma que está sendo obrigado a reduzir os custos do batalhão. Como sintoma de que dinheiro não anda mesmo so­brando, o comandante disse que parcerias com a sociedade civil são bem-vindas.

Capelli disse ainda que o co­mando-geral da corporação ainda não comunicou que estrutu­ra ele terá a disposição quando dezembro chegar. Até mesmo o tradicional Projeto Botinho, que acontece nas praias com crian­ças e adolescentes de sete a 17 anos, tem futuro incerto. Mas, internamente, ele garante que o trabalho está sendo feito.

– Não há orientação sobre possíveis cortes. Estamos ten­tando direcionar os recursos para garantir a melhor forma ope­racional sem custo elevado. O Plano Verão está sendo iniciado agora com os guarda-vidas, mas vamos ver o que está para acon­tecer. O pessoal só está apreensi­vo com a questão do salário, mas isso é uma coisa que foge à nos­sa competência – alega Capelli, referindo-se às informações de que o Estado não terá condições de quitar os vencimentos de ou­tubro dos servidores.

No quartel da PM, o panora­ma é semelhante. Apesar de oti­mista quanto à superação da cri­se, o comandante do 25º BPM, tenente-coronel André Henrique de Oliveira, admite que a pro­gramação para o verão já está em cima da hora.

– Estamos intercedendo junto ao comando-geral para garantir a segurança para a alta temporada. Mas ainda não sabemos quantos policiais virão (para a alta tem­porada) – afirma o comandante.

O tenente-coronel, contudo, garante que a incerteza quanto ao pagamento salarial não está afetando o moral da tropa.

– Não houve nenhuma mu­dança. A tropa continua motiva­da – completa.

Anteontem, durante os pro­testos e a ocupação do plenário da Alerj, no Palácio Tiradentes, a maioria dos manifestantes era composta por policiais civis e militares e bombeiros, contrá­rios às medidas de austeridade decretadas pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), en­tre elas, o desconto de 30% dos aposentados e pensionistas.

Em junho, a Folha publicou uma reportagem denunciando as mazelas no batalhões da PM, como coletes vencidos e racio­namento de combustível.­