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Pescadores ficam sem bolsa defeso

Colônias dizem que falta de compensação prejudicará trabalhadores do setor

03 agosto 2017 - 12h37Por Gabriel Tinoco | Arquivo Folha
Pescadores ficam sem bolsa defeso

O Defeso da Lagoa de Araruama começou há dois dias e centenas de pescadores, além de proibidos de exercer a função, não receberão o seguro defeso no período de três meses sem pesca. As colônias da Região dos Lagos revelam que muitos aguardam para retirar a carteira – necessária para obter o seguro – desde 2013 e, pelo jeito, a espera prosseguirá ao menos até o ano que vem.

O problema acontece pela extinção do Ministério da Pesca – a pasta se integrou à Indústria e Comércio. Os representantes da categoria não sabem como serão os novos procedimentos para os cadastros nas colônias de pescadores. A Folha dos Lagos tenta, desde segunda, obter esclarecimentos do Governo Federal, que não respondeu mesmo após as insistentes ligações e e-mails.

Ao todo, em Cabo Frio, 158 foram agraciados, mas cerca de 200 não conseguiram o cadastro. A Secretaria de Ambiente de São Pedro informou que 400 pescadores foram contemplados na cidade, enquanto 250 ficaram sem o seguro. A Colônia de Araruama revela que 136 conseguiram retirar o dinheiro e por volta de 80 pescadores foram prejudicados.

– O pescador fica sem poder pescar e não tem nenhum seguro para receber. Se ele teimar e pescar, vai preso por crime ambiental. É ruim para quem não poderá dar entrada no seguro. Mas o seguro é muito importante para a laguna e para o pescador – comenta Nadrijane Rodrigues, presidente da Colônia Z28 (Araruama).

Em Iguaba, também ficaram sem nenhuma compensação 22 profissionais – cerca de 80 conseguiram tirar a quantia. Segundo o presidente da Z29 (Iguaba), Cícero Neto, muitos deles tentaram resolver a questão na Justiça. A Colônia de Arraial (Z5) não soube informar os números.

– Varios pescadores entraram com ação no Ministério Público Federal, tanto em Iguaba como nos outros municípios. Estão aguardando. A colônia daqui só deu apoio – diz.

Bolsa da Prolagos – A Prolagos contemplará os pescadores associados às instituições que atuam na lagoa com a Bolsa Socioambiental. O convênio no valor de R$ 90 mil inclui as Colônias de Pescadores Z4 de Cabo Frio, Z29 de Iguaba Grande, além das Associações de Pescadores da Baleia e Pitória.