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Perseguida por homem há oito anos, mulher pede socorro em rede social

Jovem de Rio das Ostras desabafa e diz que é assediada desde os 14 anos

31 agosto 2017 - 10h51Por Redação | Reprodução: Thinkstock
Perseguida por homem há oito anos, mulher pede socorro em rede social

“Há 8 anos venho recebendo ameaças de uma pessoa que mal conheço. Hoje, por não ter outra alternativa, me vi obrigada a me expor”. Com esse pedido de socorro começa o post de uma jovem  de Rio das Ostras, que viralizou nas redes sociais. Segundo ela, o pedido de socorro é por ser perseguida por um homem desde quando tinha 14 anos.  Postada na última terça-feira à noite, o desabafo dela chegava a mais de 7.767 compartilhamentos, mais de 12 mil curtidas e dezenas de comentários até o fechamento desta matéria, por volta das 20h. 

A postagem, seguida de várias cópias de mensagens que o perseguidor teria trocado com a vítima, chama a atenção pelo desespero da jovem. Ela afirmou que já procurou ajuda na delegacia da cidade, onde três ocorrências teriam sido registradas. Segundo o relato, ela teria pedido inclusive Medida Protetiva, mas teria sido informada que não tem direito porque ao caso não se aplica a Lei Maria da Penha.  

Diz o texto: “Tenho medo de sair nas ruas, tenho medo de ir a faculdade, tenho medo de ir para casa, não estou conseguindo estudar, NÃO TENHO PAZ. Recentemente minha mãe e sogra também fizeram registro na delegacia e eu fiz um novo. Pedi medida protetiva, mas na delegacia fui informada que meu caso não se enquadra na Lei Maria da Penha pq nunca tive relações com o autor. Fui ao fórum e ao ministério público e o que me foi passado é que a última ocorrência está na delegacia por motivos de diligência com prazo de 90 dias, que já excedeu há muito tempo e nada é feito... Não sei mais o que fazer, DURMO E ACORDO COM MEDO DE SER MORTA”.

“Que assustador e doentio, meu Deus! Força!”, comentou uma internauta. 

 Procurada pela reportagem, a jovem não respondeu à mensagem até o fechamento da matéria. A delegada titular de Rio das Ostras, Juliana Rattes, também foi procurada pela reportagem para explicar a ação da polícia nestes casos, mas não respondeu.