Assine Já
segunda, 28 de setembro de 2020
Região dos Lagos
35ºmax
20ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8099 Óbitos: 418
Confirmados Óbitos
Araruama 1625 102
Armação dos Búzios 487 10
Arraial do Cabo 248 15
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 684 36
São Pedro da Aldeia 1323 51
Saquarema 1177 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
pedras

Pedras encontradas em Búzios indicam possível uso de dinamite para detonação

Presidente de associação fez denúncia de caso que acontece no costão rochoso da Lagoinha

10 abril 2017 - 21h23
Pedras encontradas em Búzios indicam possível uso de dinamite para detonação

Mistério ronda uma área de preservação ambiental que, para muitos estudiosos, é considerado o Himalaia brasileiro em função do seu valor geológico. No último fim de semana, foram encontrados na Ponta da Lagoinha, em Búzios, fragmentos de pedra e rochas com orifícios circulares feitos com broca, o que indicaria o uso de explosivos no local.

Para o presidente da Associação Protetora dos Afloramentos Rochosos de Búzios (Aparli-Búzios), Manoel Eduardo da Silva, o Marreco, que denunciou o problema, há claros indícios de que o costão rochoso está sendo usado como plataforma para detonações. Contudo, ele diz que não sabe com que motivo.

– Pode ser alguém detonando explosivos por ser um local afastado, para conferir a qualidade deles e usar para explodir um caixa automático, por exemplo, ou então preparando o terreno para fazer uma construção. É coisa de profissional, fiquei assustado e resolvi trazer a público – admitiu Marreco.

Também ex-vereador da cidade, recentemente Marreco ingressou com pedido de impeachment do prefeito André Granado (PMDB). Ele anunciou que levará o assunto ao Ministério Público Federal (MPF) de São Pedro da Aldeia, uma vez que se trata de área de preservação permanente da União. Por causa da sua relevância científica, em 2003, o governo do Estado tombou a ponta e seus costões rochosos. Por esse fato, o ativista social Hamber Carvalho surpreendeu-se com o ocorrido.

– Não tomei conhecimento, mas  independentemente disso, é um patrimônio tombado. Aquela área de estudos geológicos é intocável. Se houve isso, é realmente uma loucura – disparou ele.

A reportagem da Folha entrou em contato com a Secretaria do Meio Ambiente e Pesca de Búzios, mas foi informada que o secretário Cássio Heleno Cunha Oliveira encontrava-se em reunião. Ele não retornou a chamada até o fechamento da edição.