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Paulinho do Pastor: ‘Autoridade de não repartir nosso governo’

Candidato do Rede se afirma livre de compromissos com velha guarda e focado no desenvolvimento da cidade

28 setembro 2016 - 01h27
Paulinho do Pastor: ‘Autoridade de não repartir nosso governo’

Novato na disputa eleitoral, Paulo Octávio Pereira (Rede), afirma que não tem compromis­sos com a velha forma de fazer política e por não ter acordos se diz livre para se dedicar ao de­senvolvimento da cidade. Tendo como lema a verdade e a justiça, o candidato diz que vai incentivar o estudo dos servidores lutar pra gerar empregos fora da prefeitu­ra: “Vamos trazer empresas de tu­rismo o off shore, além de impul­sionar a industrialização da pesca, atingindo a área de tecnologia de pescados para Arraial do Cabo”.

Folha dos Lagos – Por que quer ser prefeito de Arraial?

Paulinho do Pastor – Porque tenho propostas consistentes para uma gestão de qualidade no mu­nicípio. Também pude observar a possibilidade de fazer uma cam­panha e um governo descompro­missado com a velha política e sem acordo nenhum, deixando-me livre para governar sem com­promisso com empreiteiros e ter a autoridade de não repartir nos­so governo com ninguém, a não ser com o povo desta cidade.

Folha – Planos para o turis­mo. Quais são?

Paulinho – Nosso pensamen­to para o turismo é atrair o turis­ta. Para isso nosso cronograma começará pela infraestrutura da cidade, como mobilidade urbana adequada, estruturar a rede hote­leira e reorganizar as atividades da Marina. Nós entendemos que o primeiro passo para transfor­mar o turismo em maior atividade econômica é elevar o orçamento municipal,aquecendo o mercado de trabalho. A primeira etapa é preparar a cidade para o cidadão. Algumas de nossas propostas contemplam os seguintes eixos: Trazer cursos técnicos de turismo e criar convênio com universi­dades para formar profissionais de excelência; resgatar a história da cidade, realizando eventos e restaurando os marcos, galerias e museus, buscar através dessa ação uma identidade para Arraial; criar um polo gastronômico e um calendário turístico fora da alta temporada através desse setor; realizar festivais musicais e criar um calendário esportivo náutico nos distritos; realizar Congressos internacionais ambientais e de oceanografia.

Folha – Mobilidade urbana é um problema na cidade que tem apenas uma via de acesso. Como resolver isso?

Paulinho – Esse é dos maiores problemas que nós vamos resol­ver. Temos que criar um estacio­namento fora da cidade para o tu­rista, onde as pessoas vão deixar seus veículos com todo suporte de lojas, restaurantes, ônibus, taxi, bicicletas. Assim vão poder conhecer as praias e a cidade sem ficar presos no engarrafamento e sem causar maiores transtornos, incentivando o uso de bicicletas e o transporte público que iremos implementar.

Folha – Planos para a Saúde?

Paulinho – Vamos reestrutu­rar e despolitizar todo o sistema de gestão hospitalar e empossar profissionais desta área para isso. As verbas são carimbadas e sufi­cientes para atender a população com qualidade. Vamos sanar as certidões de inadimplência que impedem de recebermos mais verbas federais e realizar a pre­venção da saúde de forma efe­tiva com objetivo de diminuir o impacto da saúde no orçamento. Vamos ampliar os Postos de Saú­de da Família e Agentes Comu­nitários de Saúde; modernizar a marcação de consultas e exames; ampliar parcerias com clínicas e laboratórios; realizar mutirões de cirurgias eletivas e ambulatoriais; vamos dar ênfase ao tratamento de dependência das drogas; cria­remos um núcleo de conscienti­zação e tratamento a DST/HIV e vamos fazer uma obra de acessi­bilidade adequada em toda a rede hospitalar. Essa é uma pasta que vamos dar o exemplo de gestão.

Folha – E a Educação?

Paulinho – A Educação é a base de todas as coisas. Sabemos que só através da educação pode­mos mudar a cultura,o padrão e a qualidade de vida de todos. Para isso vamos investir em reformas, ampliar e construir novas escolas com estrutura para garantir o en­sino e o direito de todos a educa­ção. Transformando Arraial em uma referência nacional na área de educação, incentivaremos to­dos os funcionários públicos a re­tornarem aos estudos e se capaci­tarem para o maior desempenho profissional. Compreendo que a educação de qualidade passa pelo direito ao acesso à escolarização na Educação Infantil, principal­mente no atendimento de creches e escolas de tempo integral que consiste na grande meta que va­mos realizar.

Folha – A cultura popular de Arraial é muito forte. O proje­to Pescando Talentos se destaca por formar jovens em diversos ramos culturais. Pretende dar continuidade ao projeto? Quais seus planos para a cultura?

Paulinho – Sim. Um projeto que esteja funcionando deve ser mantido. Vamos buscar todos os parceiros possíveis para que pos­samos resgatar nossa cultura e história da nossa cidade que pre­cisa ser revista.

Folha – Quais seus projetos para a pesca na cidade?

Paulinho – Este será o setor que pretendemos cuidar com es­pecial atenção, pois ele está dire­tamente ligado à renda de grande parte de Arraial, envolvendo des­de o turismo até a economia de exportação, porém deve ser fei­to de forma sustentável. Nossos principais projetos são: Criação de um Certificado de produtos da Capital da Pesca; criação de uma Escola de Engenharia da Pesca; implantação do sistema de bo­nificação ao maricultor; realizar um resgate histórico da comuni­dade pesqueira; incentivar parce­rias com a cooperativa junto aos clientes; criar uma fábrica de re­ciclagem dos dejetos dos pesca­dos; criar uma fábrica ecológica de corais e recifes; construir o posto de abastecimento; atender melhor a guarda marítima; criar um laboratório de larvas para aquicultura (mariscos e ostras) e tanques de piscicultura.

Folha – E os projetos para o Porto do Forno?

Paulinho – Reestruturar o Por­to do Forno, buscar parcerias para retomar os projetos incentivando com taxas atrativas e concedendo áreas para instalações das mes­mas em nosso município,tendo a possibilidade de construir um novo porto na praia do pontal, para maior e melhor logística, assim, gerando mais empregos e renda para os munícipes.