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Parókia

Parókia dá início à folia em Cabo Frio

Bloco mais tradicional de Cabo Frio tem ensaio marcado para hoje, às 21h

03 fevereiro 2017 - 02h43
Parókia dá início à folia em Cabo Frio

O bloco mais tradicional da cidade, que carrega na bagagem 52 anos de história, abre os fes­tejos do Carnaval 2017. Com o pré-ensaio marcado para às 21h de hoje, o Parókia pretende es­quentar os tambores, ou melhor, os sopros, para mais um ano de folia. Sediado no coração da ci­dade, na Jorge Lóssio, o bloco é o único que ainda mantém a tra­dição de ensaios antes da festa de Momo. Para hoje, o presiden­te avisa:

– É na verdade um esquen­ta para os músicos e o público. Ainda estamos montando o ca­lendário, pretendemos fazer al­guns ensaios na rua e também no Clube Santa Helena – informou o maestro Jessé Menezes.

Jessé, além de presidente no mandato que vai até 2018, é tam­bém o filho de um dos fundado­res do bloco. O pai dele, o tam­bém maestro Jessé, criou o bloco com músicos da banda Santa Helena, nos anos 60. O que não se esperava é que o bloco marca­ria gerações e chegaria em 2017 como um dos mais queridos da cidade. Com tanta história para contar e relembrar, Jessé, o filho, luta para não deixar a tradição se perder no tempo.

– O Parókia é minha casa, onde aprendi muito na vida pro­fissional. É o ponto de encontro de famílias, onde a gente vê os amigos antigos, onde todo mun­do se encontra – declara o maes­tro Jessé Menezes.

Polêmica do desfile

Em janeiro, em uma reunião com a associação dos blocos e Secretaria de Cultura, foi acor­dado que os blocos este ano não desfilariam pela cidade. O famoso ‘esquenta mas não sai’ vai dar a tônica do carnaval de rua em Cabo Frio. Mas a medida gera polêmica e questionamen­tos. Jessé é um dos que pretende insistir para que o Parókia faça o desfile pelas ruas Jorge Lóssio e Rui Barbosa. Para ele, o bloco ficar só na concentração é pior para o trânsito na cidade.

– Queremos sair, o trajeto é curto, atrapalha mais ficar con­centrado e com a rua fechada o dia todo. Na minha opinião a me­dida de proibir a saída dos blocos não ajuda em nada – dispara.

Já o Supervisor de Cultura, Carlos Ernesto Lopes, o Carlão, explica que não houve proibição. Ele disse que houve uma reunião com a associação dos blocos e os respectivos representantes, onde fizeram um ‘acordo de cavalhei­ros’ para que excepcionalmente neste ano os blocos ficassem so­mente na concentração.

– A cidade ainda está saindo do caos que se encontrava. O pe­dido do prefeito é para garantir a segurança dos foliões. Não te­mos condições para a saída dos blocos. Mas é só neste ano. Já na segunda semana de abril vamos nos reunir com as associações para planejarmos juntos o carna­val de 2018 – informou.