Assine Já
domingo, 20 de setembro de 2020
Região dos Lagos
22ºmax
18ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7728 Óbitos: 407
Confirmados Óbitos
Araruama 1514 100
Armação dos Búzios 468 10
Arraial do Cabo 215 13
Cabo Frio 2528 136
Iguaba Grande 640 34
São Pedro da Aldeia 1213 50
Saquarema 1150 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
pagamento

Pagamento em conta-gotas revolta servidores municipais da Educação

Há casos de contratados há poucos meses que ainda não receberam um centavo sequer da Prefeitura

21 julho 2016 - 12h39Por Rodrigo Branco I Foto: Divulgação
Pagamento em conta-gotas revolta servidores municipais da Educação

Para os servidores municipais de Cabo Frio, sobretudo os da Educação, o tempo obedece a uma lógica particular e, há tempos, o mês tem muito mais de 30 dias. Apesar do anúncio do prefeito Alair Corrêa (PP) de que 3.500 funcionários que recebem até R$ 2.800 teriam o salário na conta na terça-feira, nem todos viram a cor do dinheiro.

Uma funcionária da escola Professora Marli Capp, em Unamar, no segundo distrito, que não quis se identificar, afirmou que desde que foi contratada, há alguns meses, não recebeu sequer um mês de salário. Mesmo há pouco tempo na função, ela já demonstra desânimo com a situação.

– A questão é que os contratados não podem fazer greve e não estão recebendo. Não é justo. Trabalhamos muito mais que os efetivos, que podem fazer greve, mas recebemos a metade. Graças a Deus, esse salário não me faz falta, mas para alguns colegas, o aluguel e outras contas estão atrasadas – lamenta.

Para piorar, as recentes demissões sobrecarregaram os funcionários que permaneceram e agora acumulam funções. Para se ter uma ideia, no Marli Capp, por exemplo, não há mais auxiliares de serviços gerais e apenas um inspetor.

– Vamos ver como é que fica porque estamos entregue às baratas – afirmou a funcionária.

Como pano de fundo do drama dos servidores, a batalha judicial entre a Prefeitura e o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) segue a todo vapor. Após a decisão da Justiça de bloquear os bens da Prefeitura e exigir a listagem dos funcionários que não receberam, a briga promete novos capítulos.

– Ele (o prefeito) respondeu já no fim do prazo e disse que como estava tudo em dia não precisava mais mostrar a lista. Mas como isso não aconteceu, estamos entrando com outra ação de arresto das contas – informou a diretora de imprensa do Sepe, Denise Teixeira.

Em nota enviada à Redação, a Prefeitura informa que os pagamentos dos servidores municipais estão sendo executados de forma gradual, seguindo as determinações judiciais, quando formalmente notificados formos, e mediante entrada de arrecadação financeira aos cofres desta instituição.​