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Arraial do Cabo

Outubro Rosa invade a Praça da Independência

Mutirão em Arraial do Cabo pretende aumentar o número de mamografias na cidade

15 outubro 2015 - 09h58

Tradicional ponto de en­contro de Arraial do Cabo, a Praça da Independência, tam­bém conhecida como Praça do Guarani, se coloriu ontem: afi­nal, sediou mais um evento da Prefeitura dedicado ao Outubro Rosa na cidade. Um bom pú­blico foi ao local onde foram montadas tendas para serviços laboratoriais, como aferição de pressão e de medição da taxa de glicose; marcação de mamo­grafias; fisioterapia; aconselha­mento e sensibilização sobre a necessidade do autoexame de mamas, entre outros. Para o presidente da Casa Amigas da Mama da cidade, Arildo Men­des, mais do que em apenas um mês, a atenção para o problema deve ser durante todo o ano.

– No mês de outubro há maior visibilidade e a gente ‘abraça a rua’. Como a causa é mundial, é mais fácil chamar as pesso­as para ela, mas é importante dizer que tanto a secretaria de Sustentabilidade como a Casa Amigas da Mama funcionam o ano todo em parceria com a se­cretaria de Saúde e com uma sé­rie de instituições promovendo ações de atendimento aos por­tadores do câncer de mama e de outros tipo de câncer. O convite é para que as pessoas conheçam o espaço da secretaria e da Casa Amigas da Mama para entender o que está acontecendo – disse Arildo, citando os cursos, bem como o atendimento fisioterápi­co, psicológico e jurídico, pro­movidos pela Casa.

    

De acordo com o Instituto Na­cional do Câncer (Inca) no biênio 2014-2015, será registrada uma média de 576 mil casos da doen­ça por ano no Brasil, dos quais 57.120 serão de mama, tanto en­tre homens como em mulheres. Aliás, esse tipo de tumor é o de maior incidência no sexo femini­no. Por outro lado, se diagnosti­cado precocemente, a chance de cura chega a 95%. No entanto, as dificuldades na rede pública muitas vezes impedem que isso aconteça, fato que faz com que Iraci Batista, 63, comemore a ini­ciativa da realização de um muti­rão de marcação de mamografias, cuja meta é de 300 exames até o fim do mês.

– A gente não tem muito acesso a isso na rede pública, de forma gratuita, sem custo nenhum. Por isso estou agrade­cida e espero que isso perdure – deseja a moradora do Morro da Cabocla.

 

Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (15)