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ocupação

Ocupantes do Miguel Couto sofrem com a insegurança

Justiça determina retorno imediato das aulas no Estado do Rio 

02 junho 2016 - 10h06
Ocupantes do Miguel Couto sofrem com a insegurança

GABRIEL TINOCO

“Esse é o verdadeiro rombo na Educação”, disse o estudante Jônatas Morais, ao apontar para a rede da quadra do Colégio Miguel Couto, em Cabo Frio, completamente destroçada. As precárias condições da infraestrutura, aliadas a outras pautas, levaram os alunos a passarem mais de um mês dentro da escola. E a ocupação virou um verdadeiro teste de resistência: segurança e alimentação têm sido os principais obstáculos dos vencedores deste desafio.

– Quando cheguei ao colégio, por volta das 11h, precisei berrar para ver se alguém me atendia. Nem sinal de vida. Retornei uma hora depois. Nesse momento, um aluno chegou à porta sem conseguir esconder a preocupa- ção no semblante. Logo o estudante me convidou para entrar e desabafou: “está complicado. Atualmente, temos problemas de falta de alimento. O pessoal aqui está mais preocupado em manter a ocupação e não tem oportunidade de buscar a comida. Estamos na base do arroz com feijão mesmo, bem básico – disse Válter Costa, de 22 anos.

Logo, Válter comemorou alguns avanços. Só no mês passado, por exemplo, a Assembleia Legislativa do Estado Rio de Janeiro (Alerj) aprovou as eleições para diretor nas unidades estaduais – a ocupação deve acabar assim que o projeto for sancionado pelo governador interino Francisco Dornelles (PP) – e o secretário estadual de Educação, Wagner Victer, confirmou o fim do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio (Saerj).

A trajetória pelo interior do colégio continuou com os problemas se tornando cada vez mais evidentes: as cestas, traves e redes das quadras destruídas e o auditório com apenas um ventilador dentre cinco funcionando. Os portões de grade estavam enferrujados e as portas esburacadas. Os pátios foram tomados pelo mato. Muitas janelas das salas também estão quebradas. O cenário de caos aumenta ainda mais quando Válter Costa disse ter dificuldades para dormir com medo de invasões e assaltos.

– Na última segunda-feira, alguém pulou o muro e escalou as paredes da escola para roubar uma televisão. Ouvimos o barulho e ligamos para a polí- cia imediatamente. Sorte que os PMs chegaram a tempo e conseguiram evitar coisas piores. Nos primeiros dias de ocupação, também rolou um assalto e os ladrões levaram os celulares dos ocupantes. Isso desanimou muito o pessoal. A Polícia Militar passa aqui por causa de uma ronda normal. Mas poderia aumentar o efetivo. Não consigo dormir em certos dias com medo de alguma situação como essa – relatou ele, visivelmente abatido. 

 

Justiça determina desocupação e volta imediata às aulas

Depois de meses de negociação sem sucesso, a Justiça determinou que os alunos desocupem as escolas estaduais ocupadas imediatamente e retornem as aulas. A decisão, da 2ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, foi divulgada na noite de quarta-feira e os alunos poderão permanecer nas áreas comuns das escolas, mas terão que permitir a entrada e a livre circulação nas escolas.