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Ocupação por melhorias na Educação chega ao quinto dia

Jovens estão acampados no coreto da Praça Porto Rocha, no centro de Cabo Frio

20 setembro 2016 - 15h29Por Texto e fotos: Rodrigo Branco
Ocupação por melhorias na Educação chega ao quinto dia

Com foco inicial na Educação, mas com reivindicações que alastram por outras áreas da administração pública, um grupo de estudantes e artistas completa nesta quinta-feira (20) o quinto dia de ocupação na Praça Porto Rocha. Batizado de ‘Ocupa Cabo Frio’, o movimento cobra principalmente a regularização no pagamento dos profissionais do ensino, atrasado há dois meses, e a reabertura imediata das escolas que estão fechadas por falta de manutenção e funcionários, como a Robinson Azevedo, no Parque Burle, e a São Cristóvão, no bairro do mesmo nome.

Acampados no coreto da praça, que foi pintado e ornamentado por eles, os jovens estão sobrevivendo de doações de água, alimentos e material de higiene de amigos e pedestres que fazem questão de demonstrar solidariedade. Além da pintura do coreto, os estudantes apagaram pichações no entorno da praça deixadas em manifestações anteriores. Uma forma lúdica de cobrar ações que melhorem os serviços públicos essenciais.

– O estopim de toda essa revolta foi o fechamento de algumas escolas. Temos muitos jovens sendo prejudicados. Uma mãe que tem que trabalhar e não tem onde deixar seu filho está sendo prejudicada. Se a gente passar e necessitar de um atendimento, não tem médico nem enfermeiro – disse Johnny Hamess, diretor de Formação Política da União Cabofriense dos Estudantes, que reclamou da atuação da polícia durante a manifestação na Ponte Feliciano Sodré, quando dois estudantes foram detidos.

Enquanto a situação não se resolve, os jovens aproveitam o tempo não apenas para protestar, por meio de cartazes e outras intervenções urbanas no coreto, mas também para tocar instrumentos e ler exemplares de uma biblioteca improvisada montada no local. A vida em comunidade, segundo o líder estudantil, serve de exemplo para as autoridades.

– A gente está aqui para mostrar para a população que o que falta dentro da nossa cidade é gestão. Porque nós, que não temos recursos quase nenhum, estamos aqui desde quinta-feira sobrevivendo com a ajuda da população que tem doado água, comida e materiais de limpeza – conclui.