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O templo do rock’n’roll

Roqueiros do Matanza doam alimentos a igreja em Cabo Frio

31 janeiro 2017 - 07h16
O templo do rock’n’roll

 Quem insiste em dizer que rock é coisa do mal está redon­damente enganado. Os roquei­ros do Matanza ultrapassaram a barreira do preconceito e doa­ram 300 quilos de alimento não perecível ao Centro Evange­lístico Internacional (CEI), em São Cristóvão, em Cabo Frio, na manhã de ontem. No último sábado, os integrantes da banda estiveram na cidade para o show no festival Matanza Beer Fest II.

Além dos alimentos, foram doadas 400 latinhas de refrigerante que sobraram do festival. O even­to reuniu em torno de 650 pesso­as na Sociedade Musical Santa Helena, no centro da cidade.

Um dos produtores do festi­val, Lucas Muller, afirma que os organizadores aproveitaram o trabalho filantrópico do CEI para alimentar moradores de rua.

– Escolhemos o CEI porque já tem esse trabalho há anos. Eles alimentam moradores de rua. No grupo da produção, as pessoas têm várias religiões, mas essa não é uma questão religiosa. Foi hu­manitária. Todos os nossos even­tos são beneficentes. No último Rock Humanitário, por exemplo, ajudamos 14 instituições. Nosso próximo evento também será be­neficente: o Noise Fest.

O produtor Lucas Muller res­salta que o desconhecimento sobre o rock gera o preconceito. Ele é protestante e garante: não há problemas entre o gênero e o cristianismo.

– Isso é um mito. Eu mesmo sou protestante. Na nossa equi­pe, há ateus, espíritas, umbam­distas, evangélicos, católicos... A música vai muito além disso. Ainda mais o rock, que é muito abrangente. Há várias vertentes do rock hoje. Qualquer citação que reduza o rock é ignorância – argumenta.

Quem está muito agradecido aos membros do Matanza e à produção do show é o pastor Fa­brício Valadares.

– Nós temos projetos sociais relevantes na cidade. No primei­ro andar da igreja, funciona um restaurante que alimenta dia­riamente 150 pessoas. Dentre elas, moradores de rua, pobres, desempregados... É um projeto muito dispendioso. Agradeço ao Matanza e aos organizadores. É uma responsabilidade de todos: cuidar dos pobres. Não tem pla­ca, não tem religião. Isso está muito acima de todas essas cer­quinhas que nós criamos – afir­ma o pastor, que rasgou elogios aos colaboradores.

– Não digo que é uma atitu­de cristão. Religião não se en­quadra nessa atitude. Esse deve ser um dever de todo cidadão de bem. Todos os organizadores do evento e o Matanza tiveram ati­tude. A religião é muito pouco diante da atitude. Quero para­benizar ao Matanza e a todos os organizadores – conclui.