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O poder do palanque eletrônico

Políticos se rendem à internet, mas especialista adverte sobre superexposição nas redes

01 setembro 2015 - 09h35
O poder do palanque eletrônico

Há muito, a tradicional e folclórica imagem do político que reúne a população em torno de um coreto de praça do interior vem ficando para trás. Embora o contato ‘olho no olho’ do povo esteja longe de ser deixado de lado, em eventos públicos e, sobretudo, campanhas eleitorais Brasil afora, é cada vez maior o número de gestores, parlamentares e líderes partidários que lançam mão das ferramentas e recursos digitais para falar com as multidões virtuais.
Caso clássico é o do prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa (PP), que, entusiasta das redes sociais, tem nada menos que seis perfis lotados no Facebook, com 5 mil amigos em cada. No caso do cabofriense, apesar de a ferramenta ser pessoal, ela funciona praticamente como um órgão oficial para seus pronunciamentos. Nas trincheiras ‘adversárias’, como costuma dizer, o panorama não é diferente. As páginas dos deputados Marquinho Mendes (PMDB) e Janio Mendes (PDT), com 20.624 e 17.424 curtidas respectivamente, divulgam seus atos legislativos.
Mas o que pode ser um importante instrumento de aproximação com o povo, pode ser um tiro que sai pela culatra. Segundo a jornalista e especialista em mídias sociais, Patrícia Andrade Ladeira, poucos são os políticos que sabem usar a grande rede de maneira adequada e em toda a sua plenitude. Para ele, um dos principais problemas é a superexposição.
– É a pior maneira de manter um eleitor. E a mais rápida de
NA GRANDE REDEafugentá-lo. Ninguém gosta de receber um monte de conteúdo de pessoas com a credibilidade arranhada. É preciso ter bom senso para que não acabe metendo os pés pelas mãos – disse a especialista, dando como bom exemplo de marketing político em redes sociais a página da deputada estadual Cidinha Campos (PDT).
A linha tênue entre divulgação e propaganda eleitoral antecipada, que é crime e pode acarretar em sanções, deve ser outra preocupação dos ‘marqueteiros’.
– Campanha extemporânea é difícil de ser caracterizada, pois é subjetivo. Depende do que está sendo divulgado. Se for algo com slogans pode ser carcterizada a campanha antecipada. Mas quem se sentir prejudicado pode recorrer ao TRE-RJ – afirma Vítor Nogueira, advogado especialista em Direito Eleitoral.
Encontro em Arraial reúne internautas – Moderadores de grupos de política no Facebook e pré-candidatos a prefeito de Arraial do Cabo se reuniram no último sábado, na Praia Grande. Entre os ‘prefeitáveis’ cabistas compareceram ao encontro, restrito a convidados, José Bonifácio (PDT); Dudu de Nardinho (PP) e Reginaldo Mendes (PT). Apenas Walter Lúcio Tê (PMDB) e Renatinho Vianna (Pros) faltaram, mas o último gravou participação em vídeo justificando a ausência. O evento foi aprovado pelos organizadores.
– Todos os pré-candidatos sabem da importância das redes sociais e os que não estão conectados estão buscando mecanismos para se atualizar – comentou Ronnie Plácido Neves, administrador do principal grupo de discussão da política local, o ‘Transparência Política Cabista’, que conta hoje com 5540 membros.