Assine Já
segunda, 06 de julho de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
17ºmin
TEMPO REAL Suspeitos: 337 Confirmados: 3024 Óbitos: 179
Suspeitos: 337 Confirmados: 3024 Óbitos: 179
Suspeitos:
Confirmados:
Óbitos:
Suspeitos Confirmados Óbitos
Araruama 272 585 40
Armação dos Búzios X 256 6
Arraial do Cabo 11 73 11
Cabo Frio X 954 58
Iguaba Grande 13 207 20
São Pedro da Aldeia 24 465 16
Saquarema 17 484 28
Últimas notícias sobre a COVID-19
ayron freixo

Novo presidente da Câmara aposta em independência

Ayron Freixo (PRB) quer aproximar Legislativo e população

06 janeiro 2017 - 19h52
Novo presidente da Câmara aposta em independência

Ele ingressou na política quando tinha apenas 13 anos e fazia parte de um grêmio estudantil em Arraial do Cabo. De lá para cá, o jovem político teve uma carreira meteórica: eleito vereador em 2012 com 589 votos pelo PT, em 2016, já no PRB, Ayron Freixo obteve 712 – o que o levou direto à presidência da Câmara cabista. Com planos de corte de gastos, transparência política e aproximação do Legislativo com a população da cidade, Ayron afirma que uma das primeiras medidas será cortar a diária dos vereadores para viagens e promete um mandato independente. O vereador é taxativo ao negar que seja um homem do prefeito Renatinho Vianna na Câmara:  “Ele pode ter o líder do governo dele, pode ter a bancada dele, mas eu estou ali para conduzir os processos de forma independente”. Leia a entrevista.

Folha – Assumir a presidência da Câmara, num momento em que o país vive uma efervescência política, é um grande desafio?

Ayron Freixo – Um desafio gigante, mas quem está na política tem que ser movido por desafios e eu espero conseguir exercer nestes dois anos uma ótima gestão à frente da Câmara de Arraial.

Folha – Neste pouco tempo que assumiu, o que sentiu?

Ayron – Logo de começo fomos observar o repasse da Câmara Municipal e vamos ter uma perda de mais de 40 mil reais do ano passado para esse, o que equivale a mais ou menos de 23 a 25% do orçamento da Câmara. Então nós vamos tomar medidas para diminuir os gastos, cortar cargos e os vereadores estão em consenso porque sabem que as medidas têm que ser feitas.

Folha – Quais as medidas para controlar estes gastos?

Ayron – Hoje em dia a Câmara tem um contrato para fornecimento de água. Nós vamos colocar dois filtros para economizar. Vamos também cortar cargos de vereadores, em torno de 20%. O primeiro ato nosso também será suspender as diárias, vamos cancelar essa resolução. A partir da primeira sessão não tem mais diária para vereador, que variava entre um ou dois salários para viagens a trabalho. É uma forma de economizar muito e os vereadores precisando, marcando com antecedência, podemos disponibilizar o carro.

Folha – Quais as outras primeiras medidas?

Ayron – Já solicitei à Comissão de Justiça e Redação a reformulação da Lei Orgânica e do Regimento Interno, logicamente, fazendo consultas populares, coisa que nunca foi feita em Arraial. Temos que trazer a população para próximo do legislativo, para fazer uma L.O que atenda os anseios da população cabista.

Folha – O que vai alterar na lei orgânica? Quais pontos?

Ayron – Essa Lei Orgânica foi feita quando o município se emancipou, há 31 anos. Nós temos que consultar a população. É a melhor maneira de fazer essa transformação. O momento é da gente fazer uma grande reformulação, escutando todos, logicamente, e que o desejo da população seja respeitada.

Folha – Você foi um dos cabeças da eleição do prefeito Renatinho Vianna. Você é um homem dele na Câmara?

Ayron – Não. Ele pode ter o líder do governo dele, pode ter a bancada dele, mas eu estou ali para conduzir os processos de forma independente. Para dar vez e voz aos vereadores e fazendo, dentro do Regimento Interno, da Lei Orgânica e dentro da Constituição. Não vamos fazer nada fora disso. Sou do mesmo partido do prefeito, mas isso não significa que o que ele quer tem que ser. O que tem que ser é o que a população de Arraial do Cabo necessita e precisa.

Folha – E o concurso público da Câmara?

Ayron – O Ministério Público solicitou a suspensão e não o cancelamento do concurso público. Por falta de nota, de prestação de contas e de várias coisas,  o MP pediu para suspender até o Tribunal de Contas dar o parecer. Na hora em que o Tribunal der o parecer, vamos continuar o rito que tem que ser feito.

* Confira entrevista completa na edição deste fim de semana da Folha dos Lagos