Assine Já
quarta, 25 de novembro de 2020
Região dos Lagos
26ºmax
17ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 11737 Óbitos: 538
Confirmados Óbitos
Araruama 2347 117
Armação dos Búzios 1060 16
Arraial do Cabo 364 16
Cabo Frio 3625 181
Iguaba Grande 1069 40
São Pedro da Aldeia 1801 76
Saquarema 1471 92
Últimas notícias sobre a COVID-19
ayron freixo

Novo presidente da Câmara aposta em independência

Ayron Freixo (PRB) quer aproximar Legislativo e população

06 janeiro 2017 - 19h52
Novo presidente da Câmara aposta em independência

Ele ingressou na política quando tinha apenas 13 anos e fazia parte de um grêmio estudantil em Arraial do Cabo. De lá para cá, o jovem político teve uma carreira meteórica: eleito vereador em 2012 com 589 votos pelo PT, em 2016, já no PRB, Ayron Freixo obteve 712 – o que o levou direto à presidência da Câmara cabista. Com planos de corte de gastos, transparência política e aproximação do Legislativo com a população da cidade, Ayron afirma que uma das primeiras medidas será cortar a diária dos vereadores para viagens e promete um mandato independente. O vereador é taxativo ao negar que seja um homem do prefeito Renatinho Vianna na Câmara:  “Ele pode ter o líder do governo dele, pode ter a bancada dele, mas eu estou ali para conduzir os processos de forma independente”. Leia a entrevista.

Folha – Assumir a presidência da Câmara, num momento em que o país vive uma efervescência política, é um grande desafio?

Ayron Freixo – Um desafio gigante, mas quem está na política tem que ser movido por desafios e eu espero conseguir exercer nestes dois anos uma ótima gestão à frente da Câmara de Arraial.

Folha – Neste pouco tempo que assumiu, o que sentiu?

Ayron – Logo de começo fomos observar o repasse da Câmara Municipal e vamos ter uma perda de mais de 40 mil reais do ano passado para esse, o que equivale a mais ou menos de 23 a 25% do orçamento da Câmara. Então nós vamos tomar medidas para diminuir os gastos, cortar cargos e os vereadores estão em consenso porque sabem que as medidas têm que ser feitas.

Folha – Quais as medidas para controlar estes gastos?

Ayron – Hoje em dia a Câmara tem um contrato para fornecimento de água. Nós vamos colocar dois filtros para economizar. Vamos também cortar cargos de vereadores, em torno de 20%. O primeiro ato nosso também será suspender as diárias, vamos cancelar essa resolução. A partir da primeira sessão não tem mais diária para vereador, que variava entre um ou dois salários para viagens a trabalho. É uma forma de economizar muito e os vereadores precisando, marcando com antecedência, podemos disponibilizar o carro.

Folha – Quais as outras primeiras medidas?

Ayron – Já solicitei à Comissão de Justiça e Redação a reformulação da Lei Orgânica e do Regimento Interno, logicamente, fazendo consultas populares, coisa que nunca foi feita em Arraial. Temos que trazer a população para próximo do legislativo, para fazer uma L.O que atenda os anseios da população cabista.

Folha – O que vai alterar na lei orgânica? Quais pontos?

Ayron – Essa Lei Orgânica foi feita quando o município se emancipou, há 31 anos. Nós temos que consultar a população. É a melhor maneira de fazer essa transformação. O momento é da gente fazer uma grande reformulação, escutando todos, logicamente, e que o desejo da população seja respeitada.

Folha – Você foi um dos cabeças da eleição do prefeito Renatinho Vianna. Você é um homem dele na Câmara?

Ayron – Não. Ele pode ter o líder do governo dele, pode ter a bancada dele, mas eu estou ali para conduzir os processos de forma independente. Para dar vez e voz aos vereadores e fazendo, dentro do Regimento Interno, da Lei Orgânica e dentro da Constituição. Não vamos fazer nada fora disso. Sou do mesmo partido do prefeito, mas isso não significa que o que ele quer tem que ser. O que tem que ser é o que a população de Arraial do Cabo necessita e precisa.

Folha – E o concurso público da Câmara?

Ayron – O Ministério Público solicitou a suspensão e não o cancelamento do concurso público. Por falta de nota, de prestação de contas e de várias coisas,  o MP pediu para suspender até o Tribunal de Contas dar o parecer. Na hora em que o Tribunal der o parecer, vamos continuar o rito que tem que ser feito.

* Confira entrevista completa na edição deste fim de semana da Folha dos Lagos