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PLANOS

Novo presidente da Acia, Renato Marins aposta no Turismo de baixa temporada em Cabo Frio

Empresário assume entidade pela segunda vez pregando união entre setores econômicos

23 maio 2021 - 12h00Por Rodrigo Branco

Com a experiência de quem já ocupou diversos cargos em entidades que representam segmentos econômicos, mas cheio de planos e disposição, o empresário do ramo hoteleiro e do setor de panificação Renato Marins acaba de assumir a presidência da Associação Comercial e Industrial e Turística de Cabo Frio (Acia), cargo que já ocupou durante a década de 1990. De olho no cenário econômico no pós-pandemia de Covid-19, Renato disse para a Folha que aposta em um projeto de estímulo da atividade turística durante a baixa temporada.

O empresário comenta que a ideia é antiga – foi apresentada pela primeira vez em 2002, quando estava à frente da Associação de Hotéis – mas que espera que, desta vez, seja colocada em prática. Para tanto, Renato Marins prega união e articulação dos setores privados e diálogo com o poder público. Uma reunião com o prefeito José Bonifácio (PDT) deve acontecer nas próximas semanas.

– Tinha isso já montado lá atrás, mas não houve entendimento. Temos que pensar como vamos sair da pandemia. Quando sairmos, o que teremos? Nada. E se nada for feito, vamos continuar no ano que vem, na mesma situação. Temos que pensar trabalhar nisso com uma certa urgência. Isso é possível, é um projeto barato de desenvolver. Temos que usar mais a nossa criatividade. Também temos que buscar parcerias e fazer uma radiografia da atividade comercial e industrial da nossa cidade, o que não existe – explica.

Nos planos de Renato está buscar a integração doas agentes econômicos com equipamentos de infraestrutura que não existiam na época da elaboração do plano nem de sua primeira passagem pela Acia, como o Aeroporto Internacional. O empresário aposta nos roteiros curtos, principalmente de visitantes da Argentina e de outros locais do Brasil, como forma de explorar o potencial turístico da cidade. 

O empresário elogia a rede de hotéis e restaurantes de Cabo Frio, mas acredita que é preciso uma maior integração entre os setores, para estimular o Turismo off-verão. Além disso, um calendário e eventos da entidade, que não tem relação com o que foi divulgado recentemente pela Secretaria de Turismo, será montado.

– O Turismo não se realiza sem que você tenha organização porque você precisa trazer a pessoa. Ela tem que vir por vontade própria. Isso demanda um trabalho organizado. Não importa dizer que a cidade e praia são bonitas. Na baixa temporada, isso não serve de nada. Tem que ter um leque de atrações: onde se hospedar, onde se alimentar, onde se divertir, onde comprar. Como chegar, onde vai cuidar da saúde, quando precisar de uma emergência. Esse projeto cria condições para isso – afirma ele, que espera contar com o apoio de entidades de fomento, como Sebrae e Senac.

Além dos projetos, outro desafio da gestão de Renato Marins para o biênio 2021-2023 é a organização interna da Associação. Com a pandemia e a fragilização da atividade econômica, segundo ele, muitos comerciantes deixaram de contribuir ou tiveram o comércio quebrado pela crise. Com isso, o quadro atual tem apenas 190 sócios.

Para dar conta da tarefa, Renato montou em torno de si um grupo cheio de empresários conhecidos na cidade, incluindo Eduardo Rosa, ex-presidente da Acia entre 2017 e 2019, para tocar o trabalho. 

– Procurei fazer uma chapa forte. A situação é muito difícil da nossa cidade. Há anos que a gente vem na decadência. Não boto culpa em ninguém, falo do sistema político que levou a isso. Juntou com a pandemia e chegamos a essa situação. A conclusão é que a única forma de manter meu negócio funcionando é reorganizando a associação. Todo trabalho tem que ser coletivo, como uma forma de desenvolver o nosso negócio, para manter e criar mais empregos e riquezas para nossa cidade e o nosso povo. Tem que mudar a cabeça de muita gente que empresário só quer usurpar. Tem até empresários que pensam assim, mas não é a realidade. No mundo atual, é através do desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços que se cria condições para o desenvolvimento. Se trabalharmos de forma individualista, o resultado é esse que estamos vendo: aumento de delinquência, da violência, do desemprego, de falta de condições de vida, alimentação e higiene. É um caos que se cria – conclui.

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