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novas regras casa própria

Novas regras para a compra da casa própria esfriam o mercado imobiliário

Entradas mais caras dificultam a vida dos compradores

26 maio 2015 - 09h00

FILIPE CARBONE

O sonho de adquirir a casa própria está cada vez mais distante para boa parte da população, incluindo moradores de Cabo Frio. Desde o início de maio, a Caixa Econômica Federal promoveu mudanças nas regras para financiar imóveis usados, o que vem ocasionando uma queda contínua no mercado imobiliário da região.

Pelas novas regras, o financiamento através do Sistema Financeiro de Habitação [SFH] passou de 20% para 50% do valor do imóvel. Ou seja, para comprar uma casa ou apartamento usado é necessário pagar metade do valor de entrada e financiar o restante. No caso do Sistema Financeiro Imobiliário [SFI], o valor inicial de financiamento era de 30%, e passou a ser de 60%.

Uma bola de neve recheada de problemas se forma para as imobiliárias da cidade. Com a redução da compra de imóveis usados, quem está interessado em vender o atual imóvel para efetuar a compra de outro também acaba passando por dificuldades. É o que afirma Thiago Tavares, sócio da Ricardo Dutra Imóveis.

– Simplesmente não tem comprador para novos imóveis. O mercado esfriou e não tem o que a gente fazer, a não ser aguardar. Apesar de muita gente querer uma residência melhor, elas ficam sem ter o que fazer pois não há comprador para o imóvel delas – aponta.

A reação em cadeia do setor imobiliário parece ainda maior ao se analisar a situação dos alugueis na cidade. Com a dificuldade da venda, a única alternativa para muitos proprietários acaba sendo alugar o imóvel. Com isso, pode-se notar uma crescente demanda por aluguel nas imobiliárias.

– O aumento da oferta acabou ocasionando a queda do valor dos alugueis. Se em fevereiro havia dez imóveis para alugar, hoje, temos 50. A tendência é um aumento na demanda, visto que o poder aquisitivo da cidade caiu – afirma Vitor Gomes, sócio da Soguima Imóveis, em Cabo Frio.

Segundo Vitor, apesar da mudança das regras para financiamento, a queda no setor já podia ser vista desde o começo do ano. A delicada situação que a cidade vive após a redução dos royalties foi um dos fatores determinantes para o início do declínio do mercado imobiliário.

– A situação do país e da cidade já havia causado um impacto negativo. Com a queda dos royalties, e a prefeitura sendo o maior empregador, a economia já tinha sido afetada. Os futuros compradores acabam ficando com um pé atrás e esperam para ver como a situação se resolve – explicou.