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Novalcalis

Novalcalis consegue suspender parte de leilão

Imóveis da Vila Industrial foram retirados da venda e restante das áreas segue na Justiça do Rio

15 junho 2015 - 10h18
Novalcalis consegue suspender parte de leilão

Nicia Carvalho

O presidente da Novalcalis, Thiago Brasil, conseguiu suspender na Comarca de Arraial do Cabo parte do leilão das terras da companhia, que estava marcado para acontecer na próxima terça-feira, dia 16, às 14h, em primeira chamada. Todos os imóveis da Vila Industrial, com 250 casas que ocupam uma área de 250 mil metros quadrados, foram retirados da oferta.

De acordo com Thiago Brasil, presidente da massa falida da empresa, o terreno 2-F – que no edital constava com valor de quase R$ 1 milhão e pela avaliação da massa falida tem valor de R$ 475 milhões – também foi retirado do leilão porque já havia sido arrematado pelo Sindicato dos Trabalhadores. Para o restante das terras, que ao todo tem quatro milhões de metros quadrados, ele vai tentar o cancelamento pela 13ª Vara Cível do Rio de Janeiro. O motivo são os preços subvalorizados das terras da antiga Álcalis.
– A juíza de Arraial fez o que poderia fazer, mais até do que estava esperando, que foi preservar a casa dos trabalhadores para não os prejudicar. Agora, vamos brigar pelo restante dos terrenos no Rio. Além disso, vamos pedir assunque justiça carioca faça avaliação das áreas – explicou.
O leilão, proposto pela Petrobrás, tem segunda chamada marcada para o dia 26, às 14 horas, e contempla 26 áreas entre a Vila Industrial, Praia Grande, Rebech, entre outras. Thiago Brasil explicou ainda que a subvalorização atinge todos os terrenos do edital. Segundo ele, desde que assumiu a gestão da massa falida, três leilões foram realizados para quitar dívidas trabalhistas, como FGTS e rescisões. No último leilão, em meados de 2014, foram pagos cerca de R$ 70 milhões referente ao processo 189/2006 sobre a área 2-F.
Disputa na justiça para se manter no cargo
A briga judicial para conseguir novas avaliações das terras da Álcalis toma as atenções de Thiago Brasil pouco tempo depois de retornar ao posto, no fim de maio, de presidente da massa falida. A justiça o havia afastado em março. Desde 1996, quando a companhia encerrou as atividades, a disputa judicial pela presidência tem sido constante. Porém, entre idas e vindas, há três anos ele administra a empresa em conjunto com outros diretores, além ex-trabalhadores.