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Lagoa

Nova mortandade de peixes na Lagoa preocupa autoridades ambientais

Especialistas apontam como causas falta de renovação da água e asfixia por proliferação de algas

22 março 2016 - 10h22Por Rodrigo Branco
Nova mortandade de peixes na Lagoa preocupa autoridades ambientais

Imagem de impacto: centenas de espécies de peixes formam verdadeiro ‘tapete cinza’ às margens da laguna (Reprodução de internet)

A visão é das mais impactantes: um autêntico ‘tapete’ cinza às margens da Lagoa de Araruama. O problema da mortandade peixes na maior laguna hiperssalina do mundo é recorrente. Os especialistas e autoridades na área ambiental enumeram várias justificativas, mas a unanimidade reside na opinião de que a maciça ocupação residencial e comercial no seu entorno não veio acompanhada na mesma proporção de um sistema de esgotamento sanitário eficiente.

– Na verdade, isso acontece por um somatório de fatores. Em primeiro lugar, por causa da alta temporada, quando há uso maior de água e de produção de esgoto, tratado ou não. Com isso, ocorre o que chamamos de fenômeno da eutrofização, que é a supernutrição do corpo hídrico. As chuvas agravaram o quadro. De maneira simplória, isso ‘aduba’ as algas, mudando sua coloração e diminuindo a quantidade de oxigênio na água – explica o biólogo e professor universitário Eduardo Pimenta.

Segundo o especialista, a renovação da água da laguna, por meio da troca do mar poderia ajudar a amenizar o problema, no entanto, as grandes áreas assoreadas em pelo menos nove pontos dificultam a tarefa.

– A dragagem desses pontos seria fundamental, para que haja circulação de água oceânica, mas isso não ocorre desde 2011 – conclui o biólogo.
A presidente do Comitê de Bacias Lagos – São João, Dalva Mansur, faz coro com o estudioso, mas enfatiza que a principal causa para a morte dos peixes não é a intoxicação química e sim asfixia mecânica, por conta das algas que ficam presas às guelras dos animais.

– Com essas chuvas de verão, houve um grande aumento no número de microalgas. Os peixes acabaram asfixiadas com essas algas. Não se trata de contaminação, é um problema físico. Imagina se você tem um estômago de um tamanho e come mais do que a sua capacidade? É o que acontece – compara.

(*) Leia a matéria completa na edição desta terça-feira da Folha dos Lagos.