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No Dia Mundial do Doador de Sangue, Hemolagos lembra necessidade do gesto o ano todo

Estoques de sangue estão baixos

14 junho 2019 - 10h19
No Dia Mundial do Doador de Sangue, Hemolagos lembra necessidade do gesto o ano todo

RODRIGO BRANCO

No calendário, a data de hoje marca o Dia Internacional do Doador de Sangue, mas, para o Hemolagos, o desafio é tornar a doação um hábito para o ano inteiro, mesmo na baixa temporada. De acordo com o diretor do banco de sangue, Marcelo Paiva, os estoques estão baixos e a situação se complica no período em que o inverno se aproxima.

– Nessa época do ano, a doação cai muito, por conta do frio de manhã, a pessoa acaba não indo doar. A média mensal é de 350 bolsas, o que daria em torno de 15 doações por dia, mas não é assim. Tem dias que tem 40 doações e tem dias que tem uma. Não existe uma regra. A gente capta entre 350 doações mensais – afirma.

A reportagem esteve no Hemolagos, que atende a nove municípios de toda a região, e deparou-se com uma manhã movimentada. Um grupo de militares da Marinha que atua em uma base que fica em Campos Novos foi ao local para praticar a solidariedade e também um ato de cidadania. 

– Periodicamente, a Estação Radiogoniométrica de Campos Novos envia os militares para fazer essa campanha de doação. Foi a primeira vez esse ano. Em outubro, vão vir outros militares ou os mesmos, se houver interesse. É uma ação importante, uma vez que não traz problema nenhum. A doação é indolor e nós fazemos a nossa parte – disse o sargento Anderson Dornellas, para desmistificar que o ato de doação traga algum tipo de desconforto físico.

O atendimento é rápido. O potencial doador é atendido pelo recepcionista e preenche um cadastro com dados pessoais e médicos. Após uma breve espera, é levado para a sala de coleta. Na saída, há água, cafezinho e biscoitinhos. 

As amigas Tatiane Madureira, 19, e Amanda Viana, 21, foram ao hemocentro para buscar o recibo de doação. Por diferentes razões, as estudantes de Enfermagem haviam adiado a primeira vez, mas agora prometem tornar-se doadoras frequentes.

– Algumas amigas minhas doam. Eu já queria vir doar, mas o curso que eu faço deu um ‘empurrão’. Eles pediram que viesse aqui doar para um trabalho. Eu sempre quis, mas não conseguia, não tinha tempo. Achei uma maravilha. Era isso que faltava em mim, eu fiquei muito emocionada – disse Tatiane.

Amanda também viu que não havia ‘bicho de cabeças’.

– Eu sempre tinha muita curiosidade de saber como é que era, via a propaganda na televisão e achava muito bonito. As pessoas falavam que doía muito e não dói nada. Doei em menos de cinco minutos, gostei e vai se tornar um hábito – promete.

Novidade para alguns, o ritual se repete há dez anos para Vágner Fucci Ferreira, 36. Depois de doar para um idoso que precisava, não parou mais. O autônomo diz que a religião e o trabalho missionário o fizeram intensificar o gesto. Atualmente, as visitas ao Hemolagos acontecem a cada quatro meses.

– Entendi a necessidade de ajudar o próximo doando o nosso sangue porque o gesto de doar sangue é amor ao próximo. O sangue pode salvar duas vidas, é fundamental para ajudar As pessoas que vão para o hospital. Eu incentivo as pessoas a doar porque não machuca e faz bem para a nossa alma – filosofa. 

Na mesma linha, a também estudante Priscila Soares, 20, se sensibiliza com a situação das pessoas que precisam de sangue e derivados com urgência nos hospitais. 

– Acho que é importante ter empatia, se colocar no lugar do próximo. Muitas pessoas precisam de sangue e, um dia, pode ser que eu precise. A gente vê a dificuldade para as pessoas doarem sangue e a partir do momento que você faz a sua parte se sente um pouco melhor e importante para as pessoas – diz ela, que já teve casos de necessidade no círculo de amizades. 

O diretor da unidade informa que toda doação é bem-vinda, mas ressalta que a maior necessidade é conseguir do tipo ‘O’ negativo. 

– É o mais importante num banco de sangue. O sangue mais comum na sociedade brasileira é o ‘A’ positivo e o ‘O’ positivo. É importante ter esses sangues porque eles são prevalentes na sociedade. É comum esse tipo de sangue acabar porque a demanda por eles é muito grande e é maior que a velocidade de reposição. Por outro lado, o ‘o’ negativo é importante porque é um ‘coringa’, pode repor qualquer tipo de sangue que falte. É importante que a gente tenha esse sangue e que o doador ‘O’ negativo seja um doador regular, que vá mais de uma vez ao ano – explica Marcelo Paiva. 

O que é preciso para doar

– Ter entre 16 e 60 anos para fazer a primeira doação. Doadores frequentes podem doar até os 69 anos.
– Estar saudável
– Pesar mais de 50 Kg
– Não estar em jejum, mas sem a ingestão de comidas gordurosas
– Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores
– Não estar grávida ou amamentando 
– Também é desejável ter tido uma boa noite anterior de repouso
– Pessoas que fizeram tatuagem ou piercing em locais com fiscalização da vigilância sanitária (seis meses para doar), sem fiscalização (um ano para doar). 

O Hemolagos fica na rua Barão do Rio Branco 88, na Passagem ao lado do Hospital Santa Izabel. As doações podem ser feitas das 8h às 13h. Fonte: Hemolagos.