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Nas ruas

Nas ruas, desencanto com escândalos

Cabofrienses criticam Dilma e nomeação de Lula, mas também veem poucas alternativas

18 março 2016 - 11h03

Se as ruas costumam ser o termômetro da popularidade de um governante, as vias públicas de Cabo Frio são uma amostra do descontentamento da população não apenas com o governo federal como com a classe política de modo geral. Em incursão pela cidade, a reportagem da Folha descobriu que, se as eleições presidenciais de 2018 fossem antecipadas, o índice de votos nulos ou em branco seria grande.

– Não teria candidato e não vou votar nas próximas eleições. Não votei nas últimas porque já esperava que isso fosse acontecer. É uma vergonha e estão dando diploma de otário para o povo brasileiro que vai pra rua fazer manifestação. Ninguém se salva. Não fui às ruas no domingo porque são corruptos pedindo a prisão de outros corruptos, são tudo farinha do mesmo saco – disparou a cabeleireira Camila Duque de Souza, de 27 anos.

O empresário Diego Andrade, 20, também generaliza a responsabilidade pela crise econômica e política no país, enquanto se queixa da queda no movimento do seu restaurante, na Avenida Teixeira e Souza, no Centro.

– É safadeza deles todos – criinstituitica, livrando a cara apenas do conterrâneo, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também implicado por corrupção em delações premiadas feitas durante a Operação Lava Jato.
A calma com que transitava no Braga esconde a indignação do casal Raquel Rosemberg, 70, e Marcos Kutwak, 77. Para ela, falta ‘semancol’ à presidenta Dilma ao não renunciar o cargo.

– Se tivesse um pouquinho de vergonha na cara, ela já tinha caído fora há muito tempo. Ela teve a cara de pau de dizer que foram 6 milhões nas ruas e teve 50 milhões de votos. Queria o quê? Que o Brasil inteiro fosse pra rua? – questiona.

– Tem que ter uma mudança, por pior que seja. Principalmente para mudar essa política econômica porque o que estamosvivendo é um verdadeiro caos. Estamos vendo desemprego, lojas fechadas. Então por pior que seja vai ser melhor do que ela [Dilma] – emendou Marcos, relembrando a frase do deputado-palhaço Tiririca (PR-SP).

Em meio ao desencanto quase total, fugindo ao binômio ‘petralha x coxinha’, há os que acreditam em opções ultraconservadoras para subir a rampa do Planalto, como o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

– Acho que seria um bom nome – admite o estudante Jonathan Saraiva, 24.

O militar e político também recebeu o apoio da jornaleira Gabrielle Rodrigues, 21.
– Hoje meu voto seria dele, com certeza. Acho que ele é um político que não esconde as coisas. Ele é bem direto – alega.