terça, 23 de abril de 2024
terça, 23 de abril de 2024
Cabo Frio
29°C
Park Lagos Super banner
Park Lagos beer fest
Colégio

Na semana do Enem, possibilidade de estadualização gera ainda mais intranqüilidade

Colégio Municipal Rui Barbosa em ponto de ebulição

20 outubro 2015 - 09h12Por Rodrigo Branco

Decididamente o clima no Colégio Municipal Rui Barbosa não é dos mais tranquilos para alunos que, no próximo fim de semana, terão pela frente o desafio que representa o Exa­me Nacional do Ensino Médio (Enem), caso daqueles que es­tão cursando o 3º ano. Mas o fato é que a possibilidade de o município passar o antigo 2º grau para o Estado, recomen­dação feita na última semana pelo Ministério Público, é mais um ingrediente de um caldeirão em ebulição que também conta com atraso no pagamento de contratados – a promessa é que o salário vencido no último dia 5 saia nesta terça-feira (20) – e com problemas de estrutura e falta de materiais básicos, como papel.

Em meio ao turbilhão, o di­retor-adjunto Carlos Antonio Melo Araújo, que na última segunda-feira (19) fez participação no programa Fo­lha ao Vivo (Rádio Cabo Frio AM), tenta administrar os pro­blemas e afirma que a direção da escola ainda não foi infor­mada pela Prefeitura, tampouco pela secretaria de Educação, so­bre os planos a respeito do Rui Barbosa, embora não acredite que o Ensino Médio seja entre­gue ao estado. Ele disse ainda que, aproximando-se do fim do ano letivo, os estudantes já te­mem pelo futuro imediato.

– O Rui Barbosa sempre teve excelência. Estadualizar seria muito penoso para a socieda­de, porque você iria diminuir o número de escolas. Você teria menos quatro escolas. (Nota da Redação: além do Rui, seriam transferidos o Marli Capp, em Unamar; o Elza Maria Santa Rosa Bernardo, no Jardim Espe­rança e a Educação de Jovens e Adultos - EJA - do Edilson Du­arte, no Jardim Caiçara). Não se fecha escola, se abre escola. Investir em Educação deve ser uma prioridade. Tem que buscar outros mecanismos de tentar re­solver essa crise – disse o dire­tor, para quem a estadualização seria, na prática, o fim da esco­la, pois o imóvel onde ela fun­ciona, na sua opinião, não tem condições de abrigar turmas do Ensino Fundamental.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta terça-feira (20)