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semana do meio ambiente

Na Semana do Ambiente, presidente da Fundação de Arraial falou de sustentabilidade

Wanderson Jardim, o Pequeno, foi o convidado do 'Folha ao Vivo'

02 junho 2015 - 09h54
Na Semana do Ambiente, presidente da Fundação de Arraial falou de sustentabilidade

No dia que marcou a abertura da Semana Mundial do Meio Ambiente, o Folha ao Vivo (Rádio Cabo Frio AM 1.530 Khz) mergulhou no tema, de preocupação global, e recebeu o presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente, Pesquisa, Ciência e Tecnologia de Arraial do Cabo, Wanderson Jardim, o Pequeno, no cargo desde janeiro de 2009.

Responsável por elaborar projetos socioambientais para captação de recursos e por coordenar as ações de Educação Ambiental no município, o órgão está às voltas com os últimos preparativos para a implantação do Programa de Coleta Seletiva Solidária, cujo projeto-piloto será na Vila Industrial. No entanto, mais preocupado com a separação do chamado ‘lixo seco’ (material recicláveis como papeis e plásticos) do ‘lixo úmido’ (material orgânico), Pequeno propõe uma reflexão sobre os atuais modelos de consumo, calcados no exagero e no desperdício.

– O importante quando se discute sustentabilidade é pensar o atual modelo, centrado na ideia de consumo desenfreado. Consumir significa ter, que significa mais que o ser. Imagine se todo o mundo começasse a consumir nos padrões norte-americanos, não teria como. Será possível ter desenvolvimento sustentável onde o capital está no centro e a justiça social em segundo plano? É preciso discutir o modelo de consumo e o caminho que se quer seguir – comentou o ambientalista e antropólogo.

Saindo do campo teórico, Pequeno falou da integração da Fundação com outros órgãos municipais como as Secretarias do Ambiente, de Serviços Públicos e de Educação, na construção de uma nova mentalidade para a população. Já na área operacional, ele salientou que o novo Complexo de Reciclagem, originário da antiga usina, inaugurada pelo ex-prefeito Hermes Barcellos em 1990, deve ser funcionar a pleno vapor dentro de 45 dias. Com custo estimado em R$ 1,6 milhão, a obra teve recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio de projeto da Fundação submetido a concurso público.

Entretanto, apesar dos avanços, Pequeno admitiu que, por ora, ainda não há uma solução com relação à remediação do lixão, em função do alto volume de investimentos a serem feitos. Ainda assim, o ambientalista frisou a melhoria nas condições de vida, trabalho e renda dos catadores da cooperativa de materiais recicláveis que atua no complexo.

Ele também se mostrou otimista, embora crítico, quanto a uma mudança do atual quadro socioambiental. Para ele, o processo é gradual e, se não resolveria a questão, a melhoraria.

– É possível pensar e fazer diferente. É pelo processo educacional que se vai construir sociedade mais responsável, sustentável e justa – concluiu.