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Municípios da Região dos Lagos aderem à Moeda Social

Cabo Frio já deu início à implantação, enquanto Iguaba Grande está conhecendo melhor o assunto

09 setembro 2021 - 16h15Por Cristiane Zotich

Por aqui ela ficou conhecida por causa da Mumbuca, em Maricá. Mas as chamadas moedas sociais existem há anos em várias partes do país. Em Cabo Frio, por exemplo, já começou a sair do papel com o cadastro de comerciantes do bairro Manoel Corrêa, que será o primeiro a receber a chamada moeda Itajuru. E, ao que parece, em breve os moradores de Iguaba Grande também terão uma moeda social para chamar de sua.

Em agosto, o prefeito Vantoil Martins fez uma visita ao prefeito de Maricá, Fabiano Horta, para conhecer mais de perto o projeto. Alguns dias depois foi a vez do secretário de Planejamento e Gestão de Projetos de Iguaba, Eronildes Bezerra, e da secretária de Assistência Social, Trabalho e Renda, Cláudia Souza, visitarem a cidade para uma reunião com a presidente do Banco Popular Comunitário de Maricá, Manuela Mello. O propósito da reunião foi compreender a Lei que instituiu a moeda e como dar início ao cadastramento de usuários, pensando na realidade do município iguabense. A ideia do prefeito Vantoil Martins é implantar o projeto de forma a beneficiar a população em vulnerabilidade social, gerando renda para as famílias e oportunidades de emprego no comércio.

– Nosso maior objetivo é atender as famílias que se encontram em vulnerabilidade social. Essa moeda pode gerar empregos e aquecer a economia local movimentando o comércio, já que as pessoas teriam que consumir no comércio local – contou a secretária de Assistência Social, Trabalho e Renda, Cláudia Souza.

O secretário Eronildes Bezerra afirmou que devido a grande dificuldade financeira que muitos estão passando pela pandemia, o olhar deve ser diferenciado para essa parte da população.

– Em Maricá, vemos uma cidade em que os recursos públicos são investidos na questão social e na distribuição de renda. Temos que fazer com que os recursos girem dentro de Iguaba, então a moeda viabiliza não só a dignidade, mas gera empregos, gera renda e faz com que esse dinheiro que roda no município volte através dos tributos – completou Eronildes.

Em conversa com a equipe da Folha dos Lagos, o prefeito Vantoil Martins falou sobre as expectativas da moeda, e também sobre outras novidades como a criação da Zona Especial de Negócios, e o programa de pavimentação das ruas da cidade.

Folha –  No último dia 11 você esteve em Maricá para conhecer os projetos implementados na cidade, entre eles o programa Renda Básica de Cidadania (RBC), que inclui a moeda social Mumbuca. Existe a intenção de implantar esse programa em Iguaba?

Vantoil – Ficamos bem impressionados com o programa de Renda Básica e Cidadania oferecido pela prefeitura de Maricá, através da moeda social. Temos a expectativa de, ainda esse ano, estarmos implantando em nossa cidade um projeto seguindo os mesmos moldes. No momento estamos na fase de elaboração de um Projeto de Lei e mensagem a ser enviada à Câmara para apreciação e aprovação. Para isso já designei uma equipe comandada pela secretaria de Planejamento e Desenvolvimento, em parceria com a secretaria de Assistência Social, para estarem visitando e conhecendo de perto como funciona o Programa Renda Básica de Cidadania em Maricá. Acreditamos que poderá, sim, ser implantado ainda neste ano de 2021. Claro que ainda dependemos da aprovação da Câmara quanto ao Projeto de Lei que seguirá para apreciação do poder legislativo.

Folha – Quantas pessoas acredita que seriam beneficiadas com esse projeto aí, na cidade?

Vantoil – Bom, atualmente a nossa demanda na Assistência Social, considerando os cadastros e levantamentos socioeconômicos elaborados pelos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), gira em torno de 600 a 800 pessoas. Então, nós acreditamos que, num primeiro momento, com uma margem de folga, conseguiríamos atender em torno de 1000 famílias, ou seja, quase 3.000 mil pessoas.

Folha – Que outros projetos você conheceu em Maricá e que gostaria de implantar em Iguaba?

Vantoil – Maricá vem se tornando referência no estado do Rio de Janeiro no que diz respeito ao desenvolvimento em todas as áreas, seja de infraestrutura, assistência ou mobilidade urbana. E por falar em mobilidade urbana, um outro projeto que me chamou muita atenção foi o das bicicletas, conhecido como as "vermelhinhas”, que já possui 20 estações distribuídas pela cidade com 200 unidades e que vem contribuindo bastante para mobilidade urbana, além de ser uma alternativa à prática de exercício físico e com grande aceitação da população.

Folha – Embora Iguaba seja a menor cidade da região, e a que receba menos recursos dos royalties, é um dos poucos municípios que vêm investimento em pavimentação das vias públicas, e ainda manter salários e outras obrigações financeiras em dia. Qual a receita para conseguir esse equilíbrio?

Vantoil – A receita é valorizar cada centavos das receitas do município e primar pela economicidade, assim, colhemos os frutos. Graças a esse novo jeito de governar estamos conseguindo manter as contas com os fornecedores em dia e sempre pagando aos nossos servidores dentro do mês trabalhado. Isso também tem sido possível graças à economia e respeito ao erário. Já vínhamos realizando importantes obras e agora estamos trabalhando para que sejam ampliadas. Criamos o Programa Iguaba Melhor (PIM) com base no aumento no repasse de recursos dos royalties, que obtivemos por meio de ação judicial. E o objetivo principal, dentre outros, é o de pavimentar o maior número de ruas em nossa cidade.

Folha – Quantas ruas já foram pavimentadas no seu governo?

Vantoil – O nosso governo, ao assumir em junho de 2019, tratou de ajustar as contas, colocar pagamentos dia, recuperar a autoestima da nossa gente. Tínhamos também, como meta, investirmos em pavimentação. Até o momento já passamos de 10 ruas pavimentadas em nosso governo.

Folha – Quantas mais devem receber o pavimento até o fim deste ano?

Vantoil – Com a criação do PIM, poderemos dar uma atenção muito grande para obras de pavimentação e drenagem, e esperamos até o fim do ano pavimentar, pelo menos, mais 20 ruas.

Folha – Iguaba também vem se destacando na criação de pontos e atrativos turísticos. Além da Lagoa do Bulcão e da trilha no Horto Municipal, você chegou a anunciar um mirante, e mais recentemente a criação de um Polo Gastronômico. Como está o andamento desses projetos? Quando eles devem se tornar realidade?

Vantoil – O Mirante já está em fase final de precificação do projeto para publicação do edital de licitação. Esperamos ainda este ano dar início a esta importante obra, que sem sombra de dúvidas será uma grandiosa referência turística, não só para o nosso município, mas também para toda região. Quanto ao Polo Gastronômico, estamos em estudo, pois temos a intenção de implantá-lo à margem da nossa lagoa, no bairro Úbas, onde hoje funciona a Companhia de Polícia Rodoviária do Estado do Rio de Janeiro. Estamos em tratativas avançadas com o Governo do Estado para a permuta, ou seja, o município disponibilizará uma outra localidade para a instalação do posto do BPRv e com a liberação da área hoje ocupada, construiremos o Polo Gastronômico. O local tem um forte apelo turístico, pois conta com uma belíssima vista e que precisa ser potencializada pela nossa gestão.

Folha – Sobre a Zona Especial de Negócios, que foi enviada à Câmara de Iguaba Grande no último dia 19, qual o próximo passo agora?

Vantoil – Recentemente protocolamos na Câmara um Projeto de Lei que cria oficialmente a Zona Especial de Negócios (ZEN). Em paralelo ao projeto já estamos com uma área de 244 mil metros quadrados separada com aprovação ambiental do Inea. Só precisamos agora, como um dos passos finais, a aprovação do poder legislativo. A aprovação da Lei é muito importante, pois assim poderemos oferecer contrapartidas, por meio de benefícios e incentivos fiscais, para as empresas interessadas em se estabelecer em nosso município.

Folha – Onde ela será instalada?

Vantoil – Ela será instalada no bairro Parque dos Desejos, na Estrada do Eal, numa área de 244 mil metros quadrados.

Folha – Que tipo de empresas pretende atrair para o Polo?

Vantoil – Pretendemos atrair empresas com responsabilidade social e ecológica. Ou seja, aquelas que não poluem o meio ambiente e que contribuam para a geração de empregos para nossa população.

Folha – Já tem alguma interessada? Qual?

Vantoil – Já existem sim, empresas interessadas, e que nos procuraram para saber como fazer para receber essa cessão de uso da área. Nós estaremos definindo nos próximos dias após aprovação na Câmara Municipal da Lei que cria a Zona Especial de Negócios.

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