Assine Já
quinta, 24 de setembro de 2020
Região dos Lagos
24ºmax
17ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8032 Óbitos: 418
Confirmados Óbitos
Araruama 1614 102
Armação dos Búzios 477 10
Arraial do Cabo 241 15
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 671 36
São Pedro da Aldeia 1309 51
Saquarema 1165 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
cabeleireira

Mulher é esfaqueada por ex-marido no Jardim Caiçara, em Cabo Frio

Ela aguardava chegada de ônibus para ir ao trabalho, quando foi surpreendida pelo ex-companheiro 

27 novembro 2014 - 15h04Por Texto e foto: Rosana Rodrigues
 Mulher é esfaqueada por ex-marido no Jardim Caiçara, em Cabo Frio

Vitima de tentativa de homicídio na manhã desta quarta-feira (27), uma cabeleireira, de 37 anos, moradora do Bairro Jardim Caiçara, em Cabo Frio, escapou da morte após ter sido esfaqueada pelo ex-marido, o pedreiro Pedro Márcio Gomes Marinho, com  quem conviveu durante 17 anos. A cabeleireira foi socorrida por um guarda municipal e levada pelo motorista de um coletivo da Auto Viação Salineira para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Parque Burle. Os ferimentos alcançaram, sobretudo, as mãos da cabeleireira, na tentativa de  proteger o seu pescoço, primeira parte que o autor do atentado tentou acertar e que também sofreu ferimentos. Separada há menos dois meses, a cabeleireira, que também é estudante do Curso de Serviço Social da Universidade Veiga de Almeida, já havia, no início do mês passado, registrado uma ocorrência de ameaça contra o ex-marido na 126ª DP (Cabo Frio).

- Eu só quero viver em paz e com dignidade. Ele tem um ciúme obsessivo e eu não aguentava mais tanta opressão – desabafou a universitária.

A cabeleireira, que tem duas filhas menores com o pedreiro, que mora na Reserva do Peró, na casa onde residia com ele e duas filhas menores, aguardava no ponto a chegada de seu ônibus para seguir rumo ao trabalho, em Búzios. Ao chegar ao local, na Rua França, a vítima percebeu que o ex-marido, à bordo de uma bicicleta, estava observando-a após sair de um quarto, onde teve que alugar para ficar mais próxima da universidade.

- Tive que deixar minhas filhas com a minha mãe a fim de protegê-las e também porque moro num local muito pequeno. Mas fui ate a delegacia para registrar a ameaça feita por ele para que eu não fosse acusada de ter abandonado o lar – ressaltou.

 O pedreiro quis impedir a cabeleireira de embarcar no ônibus e ao mesmo tempo teria sido protegida pelo guarda municipal, a quem o ex-marido acusou de ser amante da universitária:

- Ao ver que ele estava me perseguindo, pedi ajuda ao guarda municipal, que ainda tentou amenizar a situação com o meu ex-marido, pois estava muito nervoso. Percebi que ele tinha alguma coisa na bermuda, achei que ele fosse partir para cima do guarda. Quando o ônibus chegou e atravessamos a rua para embarcar, ele me jogou no chão, puxou minha bolsa, e tentou atingir o meu pescoço – disse, acrescentando que seus pertences, inclusive o celular, foram levados por ele.

No dia 9 de outubro, a vitima registrou ocorrência por ameaça.  O agressor foi convocado para ir ate a delegacia, onde prestou esclarecimentos. Em menos de um mês, no dia 28 de outubro, a delegada Cláudia Faissal, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) enviou para a Justiça o inquérito policial, que solicitava medida protetiva para a cabeleireira. Segundo a vítima, em visita à Comarca de Cabo Frio, o pedido teria sido negado pela juíza.

- A justificativa alegada era que oi negada pela juíza, que justificou que só havia perseguição e ameaça e por isso não havia necessidade de conceder medida protetiva - informou a cabeleireira.

A delegada observou que a celeridade no inquérito policial é fundamental nesta situação com o objetivo de acionar o mais rapidamente possível o autor da violência. Neste novo registro, o de tentativa de homicídio, a equipe da DEAM seguiu imediatamente em diligência  para prender o autor do crime  em flagrante.

- Se não obtivemos êxito, irei fazer uma representação junto à Justiça a fim de obter um mandado de prisão preventiva.  Este episódio é um caso clássico com características de violência de gênero, quando o homem tem o pensamento de que a mulher é a sua propriedade e tem a convicção de que se ela não pode continuar sendo sua esposa, também não será de mais ninguém – observou a delegada.