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Mudança no Código de Trânsito pode acabar com superlotação no depósito municipal

Mas secretário municipal de Ordem Pública alerta para dificuldade de reciclagem de sucata

12 maio 2016 - 09h46Por Rodrigo Branco
Mudança no Código de Trânsito pode acabar com superlotação no depósito municipal

Alguns veículos ocupam o espaço há mais de cinco anos (Foto: Ari dos Santos)

A superlotação no depósito público municipal de Cabo Frio, que fica no Jardim Caiçara, pode estar com os dias contados, por conta de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) publicadas no Diário Oficial pelo governo federal no último dia 5.

Pelo novo texto do artigo 328, no inciso 16, veículos e sucatas de automóveis que se encontrarem nos depósitos públicos há mais de um ano poderão ser destinados à reciclagem, mesmo com restrições, ou seja, na prática, a Prefeitura não precisa mais comunicar os donos dos carros antes de retirá-los do pátio.

Para o instrutor e especialista em trânsito Walter da Silva Santos, a medida será benéfica para, enfim, esvaziar o espaço. A medida entrará em vigor dentro de 180 dias (cerca de seis meses).

– É interessante para Cabo Frio, pois tem veículos com mais de cinco anos no depósito municipal – afirma Walter.

Um dos principais interessados no assunto e gestor do depósito, o secretário municipal de Ordem Pública, Jaílton Dias Nogueira Junior, gostou da notícia, mas conteve a euforia. Ele, que acumula a pasta do Meio Ambiente, ressaltou que falta estrutura nos municípios para reciclar esse tipo de resíduo.

– Achei a ideia ótima, mas ela deveria vir acompanhada com meios para poder viabilizá-la. Hoje, isso não é possível, muito menos em 180 dias. Com toda a estrutura que têm, a Comlurb e Cetesb (companhias de limpeza de Rio e São Paulo, respectivamente) só reciclam hoje 2,5% do lixo que é produzido – argumenta Jaílton Dias.

Admitindo que a lotação do local propicia as condições para a proliferação de doenças como a dengue, zika e chikungunya, Jaílton afirma que está tentando acelerar o processo judicial de leilão dos veículos, bem como determinou a capina do terreno e a retirada do acúmulo de água sobre os automóveis, para tentar diminuir as chances de transmissão de doenças pelo mosquito Aedes Aegypti.