Assine Já
segunda, 25 de outubro de 2021
Região dos Lagos
22ºmax
19ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 52431 Óbitos: 2149
Confirmados Óbitos
Araruama 12371 441
Armação dos Búzios 6530 72
Arraial do Cabo 1736 92
Cabo Frio 14792 880
Iguaba Grande 5486 140
São Pedro da Aldeia 6985 289
Saquarema 4531 235
Últimas notícias sobre a COVID-19
JUSTIÇA

MPF denuncia Jacob Barata Filho e desembargador do Rio por corrupção

Acusação foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça

16 julho 2020 - 14h23Por Redação

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou hoje (16) denúncia contra o empresário Jacob Barata Filho e o desembargador Mário Guimarães Neto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por envolvimento em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no setor de transportes fluminense.

A denúncia foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde Guimarães possui foro privilegiado, e é um desdobramento das operações Descontrole e Quinto do Ouro, que apuram o pagamento de propinas em contratos de diversas áreas administrativas do estado do Rio.

Conhecido como Rei do Ônibus, Barata Filho responde a diversas ações penais, já tendo sido condenado por corrupção ativa pela Justiça Federal do Rio de Janeiro no âmbito da operação Cadeia Velha.

Também constam como denunciados a esposa do desembargador, a advogada Gláucia Iorio de Araújo Guimarães; os empresários Miguel Iskin e José Carlos Reis Lavouras; além do presidente do Conselho Superior do Sindicato Rio Ônibus, e João Augusto Morais Monteiro, e do doleiro Carlos Eduardo Caminha Garibe.

De acordo com as investigações, Jacob Barato Filho, João Augusto Monteiro e José Carlos Lavouras, todos dirigentes da Federação de Empresas de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, pagaram R$ 6 milhões para que o desembargador desse decisões favoráveis às empresas de ônibus em mais de 40 ações civis públicas.

“O acerto da propina foi intermediado pela esposa do magistrado, Gláucia Guimarães, e o pagamento, efetuado com recursos de caixa 2 do Sindicato Rio Ônibus”, disse o MPF, por meio de nota. Os recursos teriam sido ocultados, inclusive no exterior, por meio do doleiro Carlos Garibe.

Além da condenação dos envolvidos, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que assina a denúncia, pediu o pagamento de R$ 11,5 milhões a título de danos morais coletivos. Ela pediu que o desembargador Mário Guimarães perca o cargo e que o afastamento dele seja prorrogado até a sentença final do caso, para prevenir interferência no curso da ação penal. 

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.